Lua Cheia em Carneiro – 20 de Outubro

Já começámos a ver as coisas a encaminharem-se de forma mais fluida, com quatro planetas a passarem recentemente de um movimento retrógrado para um movimento directo.

E disso é que o Carneiro que há em cada um de nós gosta: de movimento, de ação, de fazer acontecer, de ir em frente.

Sendo que estamos numa Lua Cheia, esta fase é para reconhecermos as conquistas e realizações que temos feito, é para percebermos em que sentido a nossa identidade tem evoluído.

Sentimos maior tendência para tomarmos a iniciativa e fazer realmente com que as coisas aconteçam.

Por estes dias devemos ter algum cuidado com a impulsividade e usar o acréscimo de energia para cuidar também das nossas relações.

Quando dois indivíduos se juntam numa relação (de qualquer tipo), eles continuam a ser dois indivíduos, com necessidades próprias, e precisam de continuar a cuidar das suas próprias necessidades, ao mesmo tempo que negoceiam como se ajudarem entre si e como podem cuidar daquilo que é a relação.

Desequilíbrios nas relações podem saltar mais à vista nesta fase, assim como o que podemos fazer para os curar.

A energia de Carneiro leva-nos a pensar mais em nós próprios e no que nós queremos. Contudo, Marte, o regente de Carneiro, está junto do Sol em Balança, lembrando-nos de que seja o que for que queiramos fazer, seja onde for que queiramos ir, temos mesmo de levar em conta as necessidades dos outros. Temos de negociar e de nos comprometer. Temos de nos encontrar a meio caminho e de nos disponibilizarmos a unir-nos verdadeiramente, para colmatarmos as «fraquezas» ou inexperiências uns dos outros.

Uma boa união é muito mais do que a soma das partes, uma boa relação é, talvez, a melhor forma de crescermos. Por outro lado, boas relações podem ser aquilo que de mais importante temos para construir na vida.

Júpiter e Plutão estão diretamente envolvidos com esta Lua Cheia, trazendo a oportunidade de resolução de conflitos e discórdias a quem tem a coragem de enfrentar a sua própria sombra. Também simbolizam o ganho de poder pessoal que provém do esforço de se dominar a si próprio, orientando as ações para além da reatividade e impulsividade. Existe ainda um ganho de liberdade a nível das relações, assim como uma maior confiança no futuro, que são originadas pela resolução dos conflitos interpessoais. É um daqueles momentos em que se decide se faz sentido às duas partes continuar o caminho em conjunto, se o caminho precisa de ser redirecionado ou se a realização ou a felicidade serão maiores com uma separação.