Que valor temos e que importância têm as nossas relações? – Vénus em quadratura com Plutão

Hoje e amanhã (27 e 28 de Fevereiro), Vénus, que transita por Carneiro, faz quadratura a Plutão em Capricórnio.

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Este aspeto faz-se sentir a vários níveis.

A um nível muito básico, pode fazer-se sentir em exageros com comida, bebida e outros vícios, o que resultará numa necessidade de limpeza (purga). Temos uma excelente oportunidade de deixar para trás algo que não seja positivo para nós.

A outro nível, Vénus representa as relações e também aquilo que valorizamos.

Encontramo-nos num ponto em que estamos a fazer uma espécie de balanço kármico. Os padrões em que vivemos as nossas relações estão a mudar. Ou seja, o nosso comportamento dentro das relações que fazem parte da nossa vida está a transformar-se e agora estamos perante o fim de um capítulo.

A energia que se sente está bastante relacionada com o livrarmo-nos de pesos. Temos de perceber, entre toda a carga que «arrastamos», o que é nosso e o que não é. E daquilo que é nosso, o que é que queremos levar para a frente?

Numa altura em que olhamos muito para as falhas e para as faltas, devemos aprender a virar a página.

A cada 7 anos, todos os átomos do nosso corpo mudam. As partículas que constituem o nosso corpo hoje não faziam parte dele há sete anos. Mudamos consoante o que comemos, bebemos, respiramos…

A nível da personalidade, vamos mudando muito através das interações que vivemos. Agora devemos fazer um esforço consciente para perceber o tipo de interações que temos com os outros.

Que tipo de interações queremos fomentar, ter mais vezes?

Quais as pessoas que nos apoiam?

Quais as pessoas que nos desafiam e nos ajudam a crescer?

Este tipo de questões leva-nos a aproximar-nos mais de algumas pessoas e pode levar-nos a afastar-nos de outras. E esse afastamento pode acontecer por diversos motivos, mas no fundo será porque a evolução que tinha de ser feita em conjunto ficou completa. A partir de agora estaremos a crescer noutras áreas e, para isso, precisaremos de outros «cenários de aprendizagem».

Mas para que o novo capítulo inicie da melhor forma, é importante cultivar uma atitude de compreensão, de perdão e de gratidão. Muitas vezes criam-se conflitos porque as duas partes querem ser vistas, compreendidas, mas há pouca abertura para compreender o outro lado.

Até porque compreender o outro pode ser muito complicado. É alguém com uma experiência totalmente diferente da nossa, teve uma infância diferente, vidas passadas diferentes, como poderia ver as coisas do nosso ponto de vista?!

É um bom exercício, tentar compreender, em vez de partir logo para o conflito.

É um exercício ainda melhor procurar motivos para se ser grato – e isto pode mudar a nossa perspetiva (e consequentemente a situação) de um modo de falha/defeito para um modo de oportunidade/abundância.

E o perdão, esse sentimento mágico que nos liberta de tudo e que evita que fiquemos uma vida inteira a bater com a cabeça na parede… Porque não o podemos usar mais? Até em nós próprios, quando nos lembramos do que fizemos e que não devíamos ter feito… Afinal de contas, não foi assim que aprendemos?

É muito importante relembrar a questão da autoestima. Esta é também uma fase de avaliação e transformação do valor próprio. Será que nos estamos a avaliar bem, da forma mais correta? Será que nos estamos a permitir crescer numa área que nos é mais favorável, ou será que nos obrigamos a sobreviver onde não é o nosso lugar?

Temos de ter alguma atenção, para não avaliarmos o peixe pela sua capacidade de subir às árvores.

Este momento tem um toque de ajuste à realidade, o que vai ser sentido como queda numas circunstâncias e elevação noutras. Onde estávamos a exagerar, vamos ter de ser mais comedidos e onde nos estávamos a desleixar teremos de ter mais atenção.

E ainda que, na realidade, nem tudo seja como desejamos, não nos devemos esquecer da nossa capacidade de criar e recriar.

Ainda que tenhamos de encontrar alguma lama (ou algo mais fedorento) pelo caminho, temos uma enorme capacidade de transformação, que devemos usar agora, para vermos os jardins florir mais adiante.

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