Retomar o poder

Em Janeiro, aconteceu uma rara conjunção de planetas: Saturno juntou-se a Plutão no signo de Capricórnio. Enquanto eles se aproximavam, anunciava-se, para os astrólogos, o fim da sociedade como a conhecemos. Anunciava-se a queda de estruturas, de leis, de costumes e tradições. Anunciava-se a obrigação de renascermos, de nos reinventarmos enquanto famílias, associações, empresas, comunidades.

Muitas coisas, pequenas e grandes, têm acontecido nesse sentido, na nossa vida individual e coletiva. E agora estamos a braços com uma coisa enorme.

Júpiter, que traz crescimento e expansão, está a fazer conjunção com Plutão em Capricórnio, o que acontece de 12 em 12 anos. Isto quer dizer que Júpiter está a fazer crescer tudo aquilo que é simbolizado por Plutão: o nosso lado sombra, o medo, a morte, a desconfiança de que há algo por trás disto tudo, as lutas de poder, a manipulação… Muita da nossa «negridão» e «impurezas», enquanto sociedade, mas também nas nossas vidas individuais, vem agora ao de cima. Chama-se a isto purga. Temos de tomar consciência daquilo que normalmente tentamos reprimir para que a cura e a libertação ocorram.

O trabalho que faço aqui tem o propósito de nos ajudar no nosso crescimento espiritual. Todos estamos em evolução, evolução esta que se faz não apenas nesta vida, mas através de várias vidas.

Por isso, tendo em vista a nossa evolução, o que devemos fazer, no que é que nos devemos concentrar?

Primeiro, há que recordar que Capricórnio, o signo em que tudo isto está a acontecer, pede-nos para lidar, de forma perseverante, com a realidade pura e dura, com as suas limitações, mas também com as suas alegrias.

É uma realidade que há uma nova doença a propagar-se rapidamente por todo o mundo e a criar situações terríveis nos hospitais.

Mas também é uma realidade que possuímos sistemas imunitários que funcionarão melhor se não nos deixarmos corroer pelo medo e pânico e continuarmos a apostar na fruta, legumes, exercício…

E enquanto nos deixamos enfraquecer pelos medos, abrimos as portas não só a esse vírus, mas também a outros e a bactérias que, gente, não deixaram de existir. Para não falar de cancros e outras doenças que ficam com carta branca para avançar num sistema que deixamos sem guarda.

Uma realidade é que, desde que nascemos (ou ainda antes), podemos morrer. Vivemos na arrogância da certeza que a vida só acaba daqui a muito tempo. A vida pode acabar a qualquer dia, a qualquer hora. Era assim antes da pandemia, continuará a ser assim depois. A não ser que comecem a estudar astrologia e comecem a tentar prever as probabilidades de tal acontecer.

Esta ideia costuma parecer às pessoas algo muito negativo e deprimente, mas essa não é a minha opinião.

Quando temos consciência de que o nosso tempo é finito, de que a experiência neste corpo, com estas pessoas que conhecemos, vai terminar (e não sabemos quando), acordamos para a obrigação de fazer o nosso melhor, de fazer de cada dia um dia excelente, de levar Amor e Alegria onde formos.

E por estes dias, em que é difícil ser uma bandeira de Amor e Alegria, devemos aceitar e admirar a nossa vulnerabilidade, devemos ter coragem de olhar os nossos medos de frente, para retomarmos o nosso poder.

Recordemos que a Cabeça do Dragão tem estado em Caranguejo, a Cauda do Dragão no signo oposto, Capricórnio. O caminho apontado (e que agora foi exigido) é para nos virarmos para dentro, para lidarmos com as nossas emoções de uma forma honesta (aceitando que elas vêm e vão), para nos protegermos, para protegermos os nossos, para cuidarmos do nosso lar, da nossa família… Estamos sem dúvida a fazer um reset, a cuidar das nossas bases. Capricórnio é um signo de trabalho e conquista, de estatuto, mas precisa de uma base bem alimentada do conforto emocional que Caranguejo simboliza. Precisamos de colo, mais do que nunca, mesmo que não seja físico, porque as circunstâncias podem não o permitir. Mas é altura de darmos colo uns aos outros, da melhor maneira que conseguirmos.

Esta separação, este isolamento, vêm recordar-nos de como estamos ligados, mesmo sem nos darmos conta. Todos estamos ligados. E mesmo quando isso não acontece fisicamente, acontece a nível emocional e energético.

Quando as pessoas se associam com o mesmo propósito, grandes acontecimentos podem ser conseguidos, criados. A energia que emitimos, em conjunto, pode ter resultados enormes. Tentemos vibrar em Amor, em Esperança, Confiança, Verdade. Olhemos o medo de frente e tiremos-lhe o poder.

Depois de tomarmos as medidas concretas adequadas à realidade física que estamos a viver hoje, devemos descansar os nossos corações e as nossas mentes, para conseguirmos criar um futuro diferente.

Dia 24 é a Lua Nova em Carneiro. Marca inícios. Carneiro é o signo que simboliza o «Eu», o corpo físico, a individualidade. É o signo da ação rápida, da inovação, da coragem… E está associado a Marte, o Deus da guerra.

O Sol e a Lua farão conjunção com Quíron (o «curador ferido»), um símbolo de cura. Mas atenção, porque este «início de cura» vem acompanhado de uma maior purga. Sabemos o que temos de deitar fora para nos curarmos de uma intoxicação alimentar ou de uma gripe.

Esta Lua Nova vem mostrar-nos a extensão dos nossos «males» e apontar-nos o caminho para os curar. É normal que os sintamos de uma forma bastante física (alguns com COVID19, pois, mas as outras doenças e «azares» também não deixaram de existir), no entanto, devemos fazer um esforço para perceber o que está ao nosso alcance mudar na nossa personalidade e na nossa vida.

É quando não tomamos consciência daquilo que precisamos mudar, que as doenças e os problemas surgem a um nível físico (mais real). São avisos claros de que algo (ou muito) está mal. Somos tão narcisísticos que nos achamos normalmente a única coisa importante no planeta. Mas já reparámos que, com aquilo que vemos como uma catástrofe (para nós), o planeta já está a curar-se. Nada é totalmente negativo. A vida vai-se pintando em muitos tons.

Aproveitemos para iniciar a maior cura das nossas vidas. E reajustar os propósitos que nos movem. Temos que nos mover por propósitos maiores do que nós próprios. O nosso corpo tem um prazo. Mas aquilo que fizermos enquanto cá estivermos, pode ter repercussões por inúmeras gerações.

Reclamemos o poder de mudar o mundo. Vamos enchê-lo de Amor, de Compaixão, de Compreensão. Vamos encher os nossos dias de propósito e paixão. Vamos criar um mundo melhor, uma vida melhor, um dia de cada vez, um momento de cada vez.

Fiquem bem, mantenham-se saudáveis… Com paz e amor no coração.

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