Liberdade e Restrições (29 de Março – 2 de Abril)

Marte fará uma conjunção exata a Saturno no dia 31. O acelerador encontra o travão. Aquilo que ainda ia andando, para. É o bater de frente na parede, para quem continua a teimar em ir na direção errada.

Mesmo para quem está em casa, os trânsitos planetários têm sempre maneira de se fazer sentir. Aquilo que fazemos tem de se tornar ainda mais sério, ainda mais rigoroso, ainda mais limitador. Novas regras têm de ser postas em prática.

Este trânsito implica que reflitamos sobre o nosso propósito em fazer cada coisa: desde o que pomos na panela para o jantar à forma como interagimos com os outros.

Quando nos deixamos guiar por impulsos irracionais, por hábitos inadequados, vamos encontrar problemas. As nossas ações precisam de ganhar seriedade, maturidade, precisam de ser muito bem calculadas.

Nesta fase de adequação e ajuste de caminhos, vamos encontrar o «Não», o bloqueio, o impedimento, vamos deparar-nos com a falta, a perda. Podemos sentir maior a incapacidade de fazer, a restrição na ação.

Contudo, perante as restrições que nos são impostas, devemos procurar a liberdade onde muitas vezes não a temos: dentro de nós.

Vivemos muito tempo acreditando ser livres sem o sermos. Carregamos as crenças dos nossos pais, absorvemos as maneiras de quem nos rodeia e deixamos que a televisão e a internet nos plantem ideias e formas de pensar.

A liberdade vai ser um tema em grande foco nas nossas vidas, pelo menos nos próximos dois anos.

Agora, devemos aproveitar o sentimento de falta de liberdade para refletir no que realmente significa a liberdade e para conquistá-la verdadeiramente.

Tudo começa dentro de nós. Tudo.

Mesmo quando as opções são mais limitadas, a liberdade ainda pode ser maior do que o costume.

Somos mais livres se nos deixarmos de ódios, de medos, de inseguranças.

Somos livres se realmente escolhemos o que pensar, em vez daquilo que outros nos levam a pensar.

Somos livres se realmente escolhemos o que dizer, em vez de deixarmos sair palavras e tons de voz de forma inconsciente.

Somos livres se conseguimos acreditar nos nossos sonhos.

Somos livres se percebemos que há sempre novas formas de fazer as coisas, de dar a volta.

O Mundo está a redefinir-se, mas cada um de nós, mais ou menos drasticamente, também está a redefinir-se.

Devemos redefinir também o nosso conceito de liberdade. Se pensamos o mesmo que todos os outros, se dizemos o mesmo que todos os outros, se fazemos o mesmo que todos os outros, seremos livres? Talvez estejamos a ser controlados a níveis além do nosso entendimento normal. Talvez agora tenhamos a oportunidade de perceber isso e despertar mais a nossa consciência.

Com a Lua em Gémeos, até dia 31, devemos aproveitar para reorganizar as mentes e para treinar a nossa atenção.

Os travões não devem vir apenas do exterior, do governo, dos lay-off.

Também nós devemos pôr travões agora. Devemos usar a nossa liberdade e responsabilidade para escolher aquilo que devemos fazer menos, ao que devemos retirar atenção, de onde devemos poupar energia.

É de extrema importância que nos próximos dois dias (29 e 30) consigamos redirecionar a nossa energia, a nossa atenção, que consigamos focar-nos no nosso propósito (no grande propósito, qualquer que ele seja para cada um, mas também nos mais pequenos e imediatos, como mantermo-nos saudáveis e seguros).

No dia 31 a Lua entra em Caranguejo, fazendo quadratura ao Sol no dia 1 de manhã e oposição a Júpiter e Plutão entre dia 1 e dia 2 de Abril. Isto simboliza uma acrescida necessidade de proteção, de cuidados. São novamente dias de emoções bastante agitadas e por isso é importante focarmos a nossa mente agora: para conseguirmos, dentro de dois ou três dias, navegar novamente o mar mais bravio. Estamos num processo de cura emocional, numa etapa muito intensa e importante. Devemos aprender, cada vez mais, a ver as emoções como ondas, sem medo de nos afogarmos. Devemos vê-las como mensagens, informações. E depois devemos usá-las, ao invés de nos deixarmos usar por elas.

E devemos aprender, cada vez mais, a gerar emoções de forma intencional. Podemos, a qualquer momento, gerar mais calma, mais amor, mais confiança, mais segurança. Usando a nossa intenção, a nossa liberdade de foco.

Precisamos de foco nas intenções, nos propósitos, precisamos de estratégias de autocontrolo e, ao mesmo tempo, de libertação. Os tempos são difíceis, mas temos ferramentas e capacidades como nunca antes houve. Podemos conversar com quem quisermos, em qualquer lugar. A separação é física, mas apenas isso. As verdadeiras ligações vão muito para além do físico. E são as verdadeiras ligações que devem ser muito bem alimentadas agora.

Perante esta separação social, devemos perceber, entre as interações que antes tínhamos, quais nos eram benéficas e quais podemos muito bem dispensar.

Fazendo uso da nossa liberdade, as nossas ligações com os outros também são redefinidas. Quando nos sentimos livres para sermos verdadeiros connosco e para nos expressarmos da forma mais honesta e transparente, afastamos quem tem um caminho diferente e aproximamo-nos mais dos nossos companheiros de viagem. Mas isso será um tema para a próxima Lua Cheia, em Balança, no dia 8.

Fiquem bem, cuidem-se…

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