Lua Cheia em Balança

Reavivar a Visão, equilibrar o monólogo interior e decidir fazer diferente

A Lua aproxima-se agora da sua fase cheia, a oposição direta ao Sol, que acontecerá nas primeiras horas de dia 8.

Antes disso, ainda se passeia hoje pelo signo de Virgem, onde nos mostra pormenores importantes acerca da transformação pela qual estamos a passar. É essencial fazer uma boa discriminação, fazer uso do raciocínio lógico para tomar as decisões práticas que são agora necessárias. As pequenas coisas são muito menosprezadas e, contudo, constituem os alicerces da nossa vida. E hoje temos esta oportunidade de nos lembrarmos de que forma podemos, com pequenos grandes atos, trazer mais equilíbrio e harmonia à nossa vida.

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Com o Sol a passear pelo signo de Carneiro, o foco tem estado no «Eu». Estamos a ser iniciados num novo caminho e somos levados a ver o mundo com outros olhos. Neste processo, acendem-se os instintos de sobrevivência, surge o medo… Mas também emerge a capacidade de (nova) liderança, a coragem e a ousadia da descoberta. Cada um de nós está, inevitavelmente, a (re)descobrir-se, a (re)inventar-se, a renascer.

Esta noção modificada e ampliada do que «Eu sou», implica um reajuste da nossa relação com o resto do mundo.

Primeiro, lembramo-nos de que queremos realmente Viver. Depois, descobrimos que queremos Viver Bem. Viver Bem vai além de ter as necessidades básicas satisfeitas.

Viver Bem implica rodearmo-nos de harmonia, beleza e paz e é isso que esta Lua Cheia em Balança nos quer recordar.

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Ainda que nos sintamos em circunstâncias limitantes, não podemos abdicar do nosso poder – já o disse muitas vezes e é preciso continuar a reforçar esta ideia.

Como é dentro, assim é fora. Quanto maior for o número de pessoas despertas para esta verdade, maior o impacto positivo que podemos ter no mundo.

Aquilo que pensamos e sentimos determina a quase totalidade da forma como a nossa vida se desenrola. Podemos «culpar» as circunstâncias ou o destino por uma fatia da nossa vida, mas temos de assumir a responsabilidade pela maior parte.

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Quem quer viver como marioneta? Precisamos de viver como humanos, abraçando na totalidade a nossa capacidade de Criar e de Amar.

Esta Lua vem lembrar-nos de como o Amor está na base de Viver Bem. O Amor é muito romantizado e idealizado, misturado injustamente e de forma mais ou menos mascarada com sentimentos de posse, egoísmo, vitimização e dependência.

Mas o Amor que salva o mundo (e cada um dos nossos lares), tornando-o num lugar melhor, é outro:

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É o Amor que está implícito na paciência, na atenção, no parar para ouvir, no tentar compreender…

É o Amor que está implícito em dar o nosso melhor, apenas porque queremos, hoje, agora, melhorar a vida de alguém.

É o Amor que não tem um alvo ou um objeto, que não precisa de algo ou de alguém para existir, mas que existe apenas e conseguimos senti-lo, quando nos sentimos em paz, quando nos sentimos em equilíbrio e quando reconhecemos que nada está verdadeiramente separado de nós. Somos parte de um Todo e, como tal, cabe a cada um de nós, elevar os níveis de Amor no mundo.

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O Amor, a Luz, também são altamente contagiantes e devemos fazer o que estiver ao nosso alcance para aumentar este contágio. Mesmo sem que palavras sejam trocadas, quando uma pessoa está em paz, ela irradia essa paz, os outros são capazes de sentir. E além disso, esse sentimento de paz vai ser a base a partir da qual essa pessoa toma as suas decisões e atitudes. Decisões e atitudes essas que serão abismalmente diferentes das de uma pessoa cujo principal sentimento seja o medo ou a insegurança, por exemplo.

A grande dúvida é «como é que eu posso sentir paz, ou harmonia, ou confiança? Como é que eu posso sentir-me bem?». Isto é algo que se consegue mudando as histórias que nos contamos, incessantemente, durante todo o tempo em que estamos acordados.

Independentemente dos fatos atuais, da «realidade» concreta, cada um tem a sua interpretação das situações. E é nesta interpretação e nas opções que surgem a partir dela que reside o nosso poder.

Enquanto cá estamos, temos de viver em dualidade, exercitando o nosso poder de escolha. Tudo tem um lado positivo e um lado negativo. Tudo e todos. E a cada dia temos a oportunidade de fazer inúmeras escolhas.

Normalmente ligamos o piloto automático e fazemos as escolhas a que estamos acostumados. Muitas das quais feitas por acaso, com pouca ou nenhuma intenção. E assim a vida corre sem que demos por ela.

Mas agora, com toda esta energia a inundar o planeta, é hora de alterarmos radicalmente as nossas escolhas.

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Precisamos de viver de forma bem mais intencional, agindo de uma forma constante e consistente para alcançarmos o que desejamos a longo prazo.

Precisamos de nos focar na Visão que temos para a nossa Vida: que tipo de relações queremos ter, que tipo de impacto queremos fazer, como queremos que seja a nossa saúde, o ambiente da nossa casa… E é a partir dessa Visão, que devemos clarificar ao máximo, que devemos estabelecer, agora, as nossas prioridades e, consequentemente fazer as nossas escolhas.

É tempo de afinarmos as nossas bússolas, de decidir qual o destino para que nos dirigimos.

E como sozinho ninguém chega muito longe, estas decisões que agora tomamos são essenciais para fortalecer as relações que nos são mais benéficas e importantes para nosso crescimento.

Ao mesmo tempo, percebemos de quem nos devemos afastar. O afastamento é geral e está agora num extremo, mas continuamos a poder influenciar-nos uns aos outros. E cabe a cada um saber de quem se deve afastar e de quem se deve aproximar agora, nesta fase de realinhamento com o nosso propósito.

As nossas relações devem ser fonte de bem-estar, crescimento, de apoio mútuo e entreajuda, baseadas em confiança, compreensão e respeito. Uma relação é Comunicação entre duas partes, que por mais parecidas que sejam, serão sempre diferentes. E agora, que estamos em tempo de adaptação, devemos perceber como nos podemos adaptar melhor e escolher se é hora de aproximar ou de afastar.

Que a harmonia reine!

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