Libertar a dor e conquistar os sonhos

Marte, Neptuno e Lua em Peixes

Estamos naquela espécie de «vácuo», ou melhor, num vórtice de energia, muito próprio da época de eclipses, em que sentimos as nossas vidas a reorganizarem-se, muita coisa a mudar, muita coisa a começar a desenhar-se… E neste turbilhão, que acontece mais dentro de nós do que fora, independentemente do que se possa acreditar, sentimo-nos à deriva, com um pouco de medo e um pouco de desconfiança, muita confusão interior… Ainda assim, temos de provar (a nós próprios, claro), que somos capazes de voltar a pôr os pés na terra e deixar o remoinho levar as memórias que nos impedem de seguir em frente.

Photo by Kasuma on Pexels.com

Marte está em Peixes e amanhã (dia 13) faz uma conjunção exata com Neptuno. Para ajudar ainda mais, a Lua também está em Peixes, a intensificar esta energia.

É normal, por isso, que nos sintamos um pouco perdidos, desorientados e sem rumo… Principalmente se estávamos a seguir um rumo que não era o melhor para nós – nesse caso é normal vermos as coisas a desmoronarem-se. Não é tanto desmoronarem-se, mas mais a dissolverem-se.

A sensibilidade e a emotividade são grandes e há uma grande tendência para nos querermos proteger e afastar-nos das nossas rotinas, das nossas responsabilidades…

Aquelas formas inconscientes que temos de ser surgem-nos muito mais óbvias agora e se nos dermos a oportunidade de parar e nos observarmos (em vez de fugirmos de nós próprios com TV, Net, álcool…), podemos provocar alterações muito positivas nas nossas vidas.

Ao mesmo tempo que conseguimos ter maior acesso ao que escondemos de nós próprios – os nossos medos, as nossas inseguranças – também reavivamos a luz dos nossos sonhos. Não só os sonhos que temos enquanto dormimos se tornam mais vivos, como os Sonhos que nos guiam pela Vida se querem tornar mais reais.

E por isso é essencial que ganhemos a coragem de nos enfrentarmos a nós mesmos, de abrirmos o cofre onde guardámos as nossas inseguranças, a gravação da nossa voz (e de outras) a impedir-nos de ir mais além para nos proteger do «grande fracasso».

É um processo difícil, porque implica estar presente com a dor: a dor de quando procedemos mal, a dor de quando não fomos capazes… Por isso escolhemos, a maior parte do tempo, evitar essa dor com mil distrações. Evitamos sentir a dor do erro de quem tentou e não conseguiu e evitamos tentar de novo, para não voltar a errar… E esta é a história de uma vida desperdiçada.

Os erros fazem parte da vida e a dor também. Mais vale sentir a dor em pleno do que tentar escondê-la por trás de vícios (que podem tomar tanta forma, desde compras a anti-depressivos). Só devemos ter atenção para não nos viciarmos na própria dor, como se fôssemos as maiores e únicas vítimas deste mundo.

A dor é comum a todos. Não vale de muito tentarmos escondermo-nos dela, até porque assim a trazemos dentro mais tempo. Depois de sentida, podemos libertá-la.

E, por muito que não o queiramos, por muito que gostássemos que as coisas fossem mais fáceis, é provavelmente através da dor que mais aprendemos…

Portanto, nesta época de eclipses em que tanto muda nas nossas vidas, aprendamos a sentir e libertar as nossas dores, para ganharmos a coragem de entrar por caminhos totalmente novos, por onde, inevitavelmente, vamos tropeçar, mas que nos levarão a grandes conquistas – à conquista de nós próprios e à conquista de uma Vida plena..

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