«Ou mudas ou…mudas»

30 de Junho – Júpiter e Plutão juntos pela segunda vez este ano

Assim na Terra como no Céu. Há milhares de anos que a astrologia nos permite interpretar as nossas vidas de acordo com as posições dos planetas e das constelações, como são vistos da Terra.

Os desafios deste ano foram a tradução do encontro raro entre três planetas muito influentes: Saturno, Júpiter e Plutão. Sendo planetas lentos, os seus efeitos perduram no tempo.

Por esta altura, estão todos retrógrados, ajudando-nos no reajuste das nossas vidas à nova energia do planeta.

Quando Saturno entrou em Aquário, fomos todos obrigados a distanciarmo-nos. Como está a andar para trás, nos próximos dias Saturno volta a entrar em Capricórnio (2 de Julho), para fazermos os exames finais nas matérias de responsabilidade, compromisso com objetivos de vida, disciplina e persistência, paciência e bom uso do tempo. A intenção é ganharmos maturidade e crescermos enquanto autoridades na nossa vida, tomando nas nossas mãos a capacidade de mudança.

Se agora considerarmos apenas Júpiter e Plutão, falamos de um encontro que acontece mais ou menos de 13 em 13 anos. Houve uma conjunção em Dezembro de 1994, outra em Dezembro de 2007. Neste ano que vivemos, devido aos movimentos retrógrados (os planetas parecem andar para a frente e para trás), tivemos uma conjunção a 4 de Abril, temos outra esta semana, dia 30 de Junho e teremos outra dia 12 de Novembro.

Três conjunções num ano. Depois, será apenas em 2033. E logo após a última conjunção com Plutão, Júpiter junta-se a Saturno em Aquário.

A mensagem é óbvia: «Ou mudas, ou mudas», o que também pode ser visto como um «se não vai a bem, vai a mal».

Embora estes trânsitos sejam sentidos com intensidade por todos, esta intensidade aumenta quando tocam planetas do mapa natal (seja de um indivíduo, de uma cidade ou de um país). Se conhecermos o nosso ascendente, podemos perceber as áreas do nosso mapa mais afetadas por estas conjunções (todos temos capricórnio em algum lugar do mapa natal) e, a partir daí, tomar decisões mais conscientes no sentido da nossa evolução.

Nos seus aspetos mais positivos, Plutão simboliza poder e transformação (renascimento) e Júpiter simboliza abundância, crescimento, sabedoria.

Contudo, um renascimento não acontece sem uma «morte» e Júpiter aumenta este sentimento de «morte». Estamos a atravessar todos uma experiência de «morte», em que não nos resta outra hipótese senão renovar toda ou quase toda a estrutura da nossa vida. E isso traz medo. Uma «morte» é uma passagem para um mundo que ainda não conhecemos e é isso que estamos a fazer este ano. Morte e nascimento não são coisas assim tão diferentes. (Gosto muito de uma música do Jason Mraz, «Everything is sound», onde ele diz que, quer seja o nosso aniversário ou o dia da nossa morte, é uma celebração).

Pessoalmente, acho muito positivo que agora (quase) toda a gente esteja consciente da sua mortalidade. Porque é nestes momentos em que o que é realmente importante vem ao de cima. Há uma mudança drástica na maneira como vemos a nossa vida. Temos a oportunidade de redefinirmos os nossos objetivos, de repensar o que está certo ou errado (em nós e na sociedade) e de agirmos grandiosamente, de acordo com o nosso verdadeiro papel na família e na sociedade.

Vamos continuar a batalhar por entre as nossas «sombras», as obsessões, os medos, os extremismos. Vamos continuar a perceber jogos de manipulação, em pequena e grande escala. Vamos ter de enfrentar a destruição e a violência. Porque a verdade é que todos nós, como almas em evolução, têm estes aspetos dentro de si (o lado negro) de alguma forma.

Não vale de nada esperar por «tempos melhores». As circunstâncias de cada um espelham o que cada um tem dentro, a cada momento. E é principalmente por dentro que o maior esforço deve ser feito.

No final deste ano, devemos ter terminado muitas lições, não apenas desta vida, mas também de outras – estamos perante uma limpeza kármica imensa. O distanciamento e o isolamento (bem como a proximidade àqueles com quem temos maiores laços kármicos – a nossa família) estão a dar-nos o espaço para percebermos o que é «problema nosso», ou seja, o que é nossa responsabilidade resolver. Se não fugirmos (e é difícil que fujamos), vamos ver que, no final, nos sentiremos muito mais poderosos e influentes, capazes de fazer a diferença na nossa vida e na vida dos que nos rodeiam.

Estamos perante uma enorme passagem de nível da humanidade. Mas cada um de nós também está perante uma (ou mais) passagem de nível: assumindo maior responsabilidade na família; aproximando (e curando) as relações com os filhos e com os pais; ganhando maior habilidade financeira; esforçando-se mais por cuidar do seu corpo; explorando as suas capacidades criativas…

A melhoria do mundo depende da melhoria de cada indivíduo. De nada vale queixarmo-nos de que o país ou o mundo estão assim ou assado se nós não dermos o nosso esforço máximo pessoal. Não podemos alcançar tudo, mas podemos alcançar muito.

O mundo (como o conhecemos) está a acabar. Que pessoa queremos ser no novo mundo? Que tipo de mãe/pai queremos ser? Que tipo de filho(a) queremos ser? Como queremos contribuir para a restruturação da sociedade? Devemos estabelecer (e comprometer-nos com) objetivos grandiosos para nós, para a nossa vida, para a contribuição que fazemos nos meios em que nos inserimos. A mudança do mundo é feita por cada um de nós.

Neste processo de enorme transformação, devemos impregnar de intenção as ações que tomamos, as palavras que dizemos. Devemos investir melhor o nosso tempo, a nossa atenção, a nossa energia e o nosso dinheiro, usando-os para fazer crescer aquilo em que acreditamos, usando-os para apoiar a visão que temos para o nosso futuro.

Em vez de termos medo de «morrer», devemos preparar-nos para Renascer. É preciso confiança e fé, porque um parto, um momento de nascimento, é muitas vezes mais difícil do que uma morte. E leva-nos a uma vida nova, cheia de surpresas e desafios, mas com muito entusiasmo e vontade de superar e crescer.

Que as vossas mortes e renascimentos sejam com consciência, porque assim serão mais fáceis.

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