Ajustar a rota

Estamos naquela fase do ano em que precisamos de perceber onde podemos melhorar e que esforços diários precisamos fazer para que as nossas vidas fluam melhor. Ter férias e descansar é excelente, como é óbvio, mas é importante que as nossas vidas e as nossas cabeças estejam bem estruturadas e organizadas para que possamos usufruir o melhor possível de todos aqueles meses em que não temos férias.

Com o Sol em Virgem, é tempo de pensar mais em cuidar do corpo e da saúde, é tempo de pôr tudo a brilhar desde o âmago, é tempo de nos livrarmos do que é desnecessário, é tempo de nos dedicarmos a pequenos detalhes que fazem toda a diferença.

Hoje (dia 9) é um dia especial, pois o Sol faz um trígono a Júpiter, mostrando-nos como os nossos planos podem resultar, se estivermos dispostos a dar os passos necessários. O sucesso ou a felicidade não são coisas que nos surgem um belo dia, ao acordarmos depois de uma noite repousante, despertando-nos para uma vida fácil e sem problemas. O sucesso ou a felicidade (e, em grande parte, até mesmo a saúde) são resultados de uma forma de vida, de um estilo de vida que se constrói, que se vai criando e adaptando.

Se pode parecer bastante aceitável que o sucesso no trabalho venha de um esforço diário em superar-se a si próprio, ou que a nossa saúde dependa essencialmente da nossa dieta e de como nos movimentamos (ou não), poderá ser mais difícil acreditar que a felicidade nasça dos nossos hábitos e rotinas. Acordar cedo não faz ninguém feliz, 5 números e 2 estrelas, isso sim

Claro que cada um terá o conjunto de hábitos e rotinas mais adequados a si. A questão que coloco agora é : será que os hábitos que temos agora, são aqueles que nos trazem mais felicidade?

O Sol vai passar em oposição a Neptuno, dentro de dois dias (11 de Setembro). Esta é uma fase para perdermos ilusões. Podemos ter vontade de querer «escapar», de fechar os olhos à realidade (e cada um tem a sua maneira preferida de o fazer), mas devemos aproveitar para aprender a ver para lá dos nossos sonhos e das nossas expectativas. Este mundo em que vivemos tem milhentas limitações, nós e os outros humanos com quem nos relacionamos temos milhentos defeitos. Não, defeitos não, porque não somos produtos. Nós pessoas, somos processos, processos sem fim. E por isso, temos um enorme potencial e vemos um enorme potencial nos outros, o que é excelente. Só precisamos de fazer mais uso da nossa compreensão do processo que somos e de ter mais paciência no aperfeiçoamento do processo. Não vale de muito ter pressa, porque de maneira nenhuma vamos conseguir acabá-lo. É até contraprodutivo andar à procura de tudo o que está mal em nós, nos outros e na nossa vida, porque isso aumenta de forma explosiva a ansiedade e bloqueia a nossa capacidade de crescer e mudar, que era o nosso objetivo em primeiro lugar.

Portanto, talvez seja boa ideia usar os próximos dias para contemplarmos as nossas vidas, para pensarmos em como ajustar as nossas rotinas e esforços diários de forma a seguirmos realmente os nossos sonhos, em vez de esperarmos que tudo nos caia no colo, num belo dia em que o sol nascer já a meio do Céu.

Podemos sentir as coisas a parar, podemos não ter já tanta vontade de prosseguir com a energia que tínhamos antes, por acharmos que será preciso um esforço muito maior do que pensávamos inicialmente. Como se estivéssemos uns dias dentro de uma dieta e, ao fim da semana, decidimos «romper» e comemos um bolinho. E depois, martirizamo-nos ao máximo porque cometemos um deslize e porque ainda não vimos resultados, acabando por mandar a dieta toda ao raio que a parta.

Marte, que representa a nossa força de vontade e a nossa capacidade de ação, está estacionário(aparentemente parado) e vai iniciar hoje o seu movimento retrógrado. Quando entrou em Carneiro, no final de Junho, encheu-nos de energia, de paixão, de vontade de começar projetos, veio lembrar-nos de novas formas de nos reinventarmos, de nos sentirmos mais vivos… Durante as últimas semanas, contactou os planetas em Capricórnio, que nos vieram lembrar de algumas coisas, como, por exemplo, as limitações ligadas ao tempo, ao espaço e ao dinheiro…

Assim, tivemos a oportunidade de perceber onde havia «falhas» ou lacunas nos nossos planos e na nossa forma de seguir em frente. Agora, que Marte vai voltar atrás e contactar de novo todos esses planetas, podemos adequar as estratégias. Podemos não seguir em frente tão depressa como gostaríamos, mas pelo menos percebemos que não vamos sozinhos. E assim podemos chegar muito mais longe.

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