Lua Cheia em Balança

28 de Março de 2021

A cura do ego e a aproximação das Almas

No dia 20, o Sol entrou em Carneiro, marcando o início do ano astrológico. Estamos numa fase de inícios e reinícios, de muita atividade, de maior foco no Eu.

Esta atenção ao ego é necessária, saudável e faz parte do nosso caminho, do nosso desenvolvimento e da nossa felicidade. Como podemos ser felizes se não nos conhecermos, se não soubermos o que preferimos, o que gostamos de fazer, o que queremos fazer?!

Durante estes dias, até à Lua Cheia, temos a oportunidade de curar e harmonizar a nossa relação connosco e o nosso sentimento de autoestima.

É uma boa altura para fazermos «as pazes» com o nosso corpo físico, arranjando formas agradáveis de tratar dele. Essa é uma das formas em que ficamos a ganhar por dar maior atenção ao «Eu»: ao entrarmos em maior contacto connosco, percebemos o que é melhor para nós e podemos adequar as nossas estratégias. Não existe uma única forma correta para tratarmos do corpo físico. Temos de alimentá-lo com nutrientes e temos de movê-lo, mas a partir daí podemos fazer inúmeras escolhas que estejam mais em harmonia connosco e com o nosso corpo. Podemos preferir determinados alimentos a outros, determinados exercícios a outros.

Estamos numa fase de cura, sem dúvida. Temos ao nosso dispor uma energia de impulso e avanço e por isso devemos fazer o que estiver ao nosso alcance para manipulá-la a nosso favor. Energia em excesso que não é canalizada positivamente pode transformar-se em nervosismo, ansiedade,…

Portanto, devemos aproveitar a oportunidade para subirmos mais um nível na manipulação da energia que temos ao nosso dispor. E que formas (fáceis e acessíveis a TODOS) temos para manipular e controlar a nossa energia?

  • Primeiro, e importante para lá de medida: a respiração. Existem muitos exercícios diferentes, por exemplo:
    • algumas respirações profundas, com expiração audível pela boca («aaaahhhh») pode aliviar muita tensão;
    • respiração em quadrado: inspiração pelo nariz durante 4 segundos, retenção do ar por 4 segundos, expiração por 4 segundos, retenção dos pulmões vazios por 4 segundos. Esta técnica ajuda também a acalmar e a focar a mente, trazendo-nos maior equilíbrio. Não deve ser feita em esforço, o tempo de cada fase da respiração é igual (daí o nome «quadrado»), mas pode ser diferente de 4 segundos, de acordo com a capacidade respiratória da pessoa.
  • A alimentação: aqui, lidamos com o mais ou menos óbvio, que toda a gente sabe, mas que se ignora vezes demais. Aquilo que comemos influencia imenso a nossa energia. E exagerar no açúcar (doces) não é favorável, porque nos dá um pico, seguido de uma enorme queda, levando-nos a alterações bruscas na nossa energia e humor. Uma alimentação diversificada, com uma grande quantidade de vegetais, assegura os nutrientes que necessitamos, não apenas para o corpo funcionar bem, mas para o bom funcionamento da mente, também: quando faltam determinados minerais ou aminoácidos, a qualidade dos nossos pensamentos e o nosso estado de espírito são afetados. Portanto, a alimentação está por trás da nossa saúde física, mas também da nossa saúde mental, influenciando a nossa energia geral.
  • O exercício: mexer o corpo, tal como a alimentação, está na base da saúde física e da saúde psicológica. Praticar exercício adequado a nós não só melhora o nosso estado físico, como nos faz produzir hormonas que nos dão uma sensação de bem-estar e maior autoestima. Só ganhos, certo?!
  • Estar em contacto com a natureza: uma pequena visita a uma área florestada ou até cuidar de vasos na varanda pode ser muito terapêutico…
  • Fazer mais daquilo que nos enche a alma: cada um deve saber o que é aquela coisa que mais lhe faz bem, tal como sabe qual é o seu nome… Isto é algo único para cada um e pode alterar com as fases da vida, mas tem em comum a sensação de paixão e leveza que nos dá…

É muito importante trabalharmos para manter o nosso equilíbrio físico e psicológico, principalmente em alturas como esta, em que a atividade mental está acelerada, há muito mais interações, muito mais conversas. Precisamos de nos esforçar para mantermos o nosso centro e para sabermos bem quem somos neste momento, caso contrário, podemos ser levados por torrentes de opiniões e ideias.

Esta lunação é um convite ao equilíbrio – equilíbrio interior e equilíbrio com o outro. Como sabemos, o equilíbrio interior tem de vir primeiro.

Primeiro temos de ter consciência de quem somos, de quem queremos ser.

Precisamos de nos aceitar, de aceitar as circunstâncias em que estamos, precisamos de aceitar a responsabilidade das escolhas que fizemos até hoje.

Precisamos de aprender a amar-nos melhor, a nós próprios, cuidando realmente de nós. Custaria assim tanto fazer menos do que nos prejudica (ao corpo e à mente) e mais do que nos ajuda a crescer e a melhorar?!

Enquanto vamos aprendendo a amar a pessoa que somos, vamos seguindo na nossa verdadeira cura, vamos seguindo de encontro à nossa alma, unindo as diferentes partes de nós.

E é com o foco neste sacrifício (= «trabalho sagrado») de amor, que vamos curando também a forma que temos de nos relacionarmos. Enquanto não estivermos dispostos a aceitar determinadas partes de nós, os outros vão continuar a insistir em mostrarem-nos isso. Enquanto estivermos inconscientes de quem somos, do que precisamos curar em nós, as imperfeições vão continuar a aparecer nos outros. Precisamos de coragem para reconhecer os nossos espelhos. E, como se costuma dizer, não vale a pena limparmos o espelho, quando é a cara que está suja. Quando nos focamos em mudar as nossas atitudes, podemos mudar o nosso mundo.

Temos agora a oportunidade para fortalecer relações, fortalecer laços, mas isso acontece através da flexibilidade, da vulnerabilidade, da compreensão. Às vezes, para ter algo, basta pedir. Mas para pedir, muitas vezes é preciso a coragem da vulnerabilidade – assumir-se que se precisa de algo, que nos falta algo. O orgulho pode colocar grandes barreiras na nossa vida. É altura de sermos honestos com aquilo que precisamos – os outros, como são diferentes, até podem nem perceber – o diálogo aberto pode levar-nos longe.

É uma boa altura para nos abrirmos e para deixarmos o outro abrir-se. Com cuidado, porque todos temos feridas interiores e reagimos mal quando outro a toca. E é importante que tenhamos isto em consideração, porque nem sempre sabemos quando estamos a tocar na ferida. Nem sequer sabemos logo que nos estão a tocar na nossa antiga ferida – às vezes acreditamos que nos estão a ferir de novo, e nem percebemos porquê.

Por isso, neste tempo de vulnerabilidade, foquemo-nos na cura e no amor e vamos tentando descalcificar o coração, para nos aproximarmos mais uns dos outros, não só de corpo, mas principalmente de alma.

Feliz Lua Cheia!

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