Uma nova estabilidade

1 a 7 de Setembro

Lua Nova em Virgem – 6 de Setembro

Com Marte em Virgem, temos andado mais dispostos a fazer o que temos de fazer. Há montanhas altas para subir, mas sabemos que o segredo é sempre um pé à frente do outro. Não podemos parar, temos de continuar, dando atenção às pequenas tarefas, dando atenção aos pequenos pormenores. Temos andado com mais vontade de cortar no que nos faz mal e de nos lançarmos ao que nos faz bem. Mas estas decisões não surgem com facilidade, surgem porque sentimos o que nos faz mal. Temos uma consciência muito aberta para o que nos falta, para onde estamos a falhar. E com isto, podemos começar a cair no erro de só vermos as faltas e as falhas, o que torna o mundo um lugar assustador, pois não somos capazes de resolver tudo o que vemos que precisa de ser resolvido. O segredo é… respirar e não paralisar… Aceitar que é normal, as coisas não vão ficar resolvidas num dia, mas é importante continuarmos, passo a passo, detalhe a detalhe. Hoje fazemos um pouco, amanhã adiantamos mais.

Esta semana temos a oportunidade de nos confrontarmos com os nossos sonhos e ideais. O que temos feito para os concretizar? O que temos feito para defendermos aquilo em que acreditamos? Podemos ter andado distraídos aqui e ali… E aliás, podem acontecer situações que nos levem a «desfazer» algo, podemos ficar confusos quanto ao rumo das nossas ações, como se um nevoeiro nos tapasse o caminho. É altura de nos colocarmos em sintonia com a nossa alma, porque o mundo «real» pode ser muito decepcionante. Mas, embora possamos ter vontade de fugir deste mundo «real», o que temos a fazer é trazer a nossa alma para cá, da melhor forma que pudermos. Andamos tantas vezes desligados do sentido da vida, desejosos do fim do dia, desejosos do fim de semana, desejosos de sei lá o quê… A vida acaba por passar, enquanto fazemos pouco mais do que desejar que passe. Então, esta semana temos uma oportunidade de ouro para dar um sentido mais elevado àquilo que «temos» de fazer no dia-a-dia.

Ao mesmo tempo, devemos pensar no que podemos fazer para tornar o mundo um lugar melhor, mais compreensivo, mais compassivo, com mais Amor. Que tipo de ações podemos tomar para apaziguar o sofrimento que vemos à nossa volta? Queiramos ou não admitir, o normal é andarmos sempre envoltos na nossa vidinha, no nosso sofrimento, nas nossas histórias passadas e nas nossas maquinações futuras… Talvez este nevoeiro no nosso caminho seja uma boa altura de olharmos noutra direção, para descobrirmos as maneiras, ao nosso alcance, de tornarmos a vida de outras pessoas um pouco mais fácil, um pouco mais feliz.

As nossas relações vão passar por uma fase regeneradora, em que é necessário enfrentar alguns desequilíbrios e renegociar algumas coisas. É altura de ter diálogos e tomar decisões sérias em relação ao futuro. Devemos ser honestos e mais abertos relativamente ao que nos motiva, porque só assim é possível chegarmos a acordo. Em vez de andarmos a «ruminar», no que achamos que o outro pensa ou deixa de pensar e no porquê de agir assim, devemos sentar-nos e conversar, negociar, perceber os objectivos das partes envolvidas e procurar um consenso.

Estas «reuniões» vão acontecer também dentro de nós, não só com os outros. Os assuntos na mesa são a nossa auto-estima e as nossas finanças. Temos a oportunidade de dar um grande salto em frente, sem dúvida. Mas passar para um nível superior, em que nos sentimos mais à vontade com quem somos e com o que realmente merecemos, implica olhar para as nossas inseguranças e fazer alguma coisa em relação a elas. Haverá casos em que aquilo que nos faz sentir inseguros precisa apenas de ser aceite por nós (por exemplo, talvez tenhamos absorvido a ideia de que precisamos de ter determinada imagem para sermos bonitos) e uma mudança de perspetiva, uma mudança da forma como olhamos para essa característica será o suficiente para superar a insegurança. Noutros casos, devemos fazer alguma coisa quanto a essa insegurança – fazendo por aumentar os nossos recursos e capacidades.

É tempo de investir no futuro. Mesmo. E não me refiro apenas a investimentos financeiros e grandes compras, embora também estejam englobados nestes trânsitos.

É tempo de focarmos as nossas mentes no que podemos fazer de diferente na construção do nosso futuro. A energia de mudança, de novidades, de alteração positiva de rumo está bastante ativa. A mudança está do nosso lado, se nos pusermos a andar, teremos um excelente impulso para seguirmos mais velozes. O Universo está a apoiar-nos de forma a conseguirmos dar maior estabilidade à nossa rotina diária. Mas essa estabilidade não é originada na «mesmice» de ontem e anteontem. Essa estabilidade vem da capacidade de nos mantermos em movimento e de nos adaptarmos às novas fases.

Estamos perante uma fase excelente para libertar vícios e pensar nos novos hábitos que queremos implementar, depois da Lua Nova em Virgem, no dia 6. É tempo de percebermos melhor o que é positivo e o que é negativo para nós (e isso não é igual para todos). O que podemos começar a fazer, todos os dias, que nos crie uma base de bem-estar para o futuro? De que forma podemos alterar ou adaptar as nossas rotinas para nos sentirmos melhor?

Devemos pensar bem acerca dos locais onde habitamos (o nosso corpo, a nossa casa, o nosso planeta) e como cuidar melhor deles. O que podemos fazer agora, de forma sustentável, para ganharmos em conforto e bem-estar? A ideia é criarmos ou fortalecermos os alicerces, fazendo alterações que sejam duradouras e que nos permitam enfrentar o futuro com maior segurança.

Outra mensagem desta semana e desta Lua Nova passa por encontrar novas formas de nos colocarmos ao serviço. O nosso trabalho, para ser de valor, tem de acrescentar valor à vida de alguém e é nessa medida que somos recompensados. Que formas temos de oferecer serviços e/ou produtos que acrescentem valor (utilidade, beleza, bem-estar, …) à vida dos outros? Que formas temos de ajudar os outros? Está na altura de darmos maior valor às capacidades que temos e que têm o poder de facilitar ou de dar harmonia à vida dos outros (e à nossa). Este acréscimo de valor passa por aprendermos a reconhecer mais os nossos pontos fortes, mas também passa por fortalecermos as nossas qualidades e talentos, estudando, aprendendo, praticando, desenvolvendo.

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