Ultrapassando limitações

9/10 Novembro

Por estes dias estamos a sentir Marte e Mercúrio em Escorpião a formarem uma quadratura com Saturno em Aquário.

Uma quadratura não é um aspeto fácil, porque nos mostra algumas inadequações, situações em que temos muita resistência a mudar, a adaptar-nos, mas onde é imperativo que façamos alguma coisa para ajustar a energia dentro de nós e à nossa volta.

Com Saturno ativado, torna-se muito óbvio o que nos limita, o que nos falta, o peso que carregamos… Temos conversas sérias e precisamos de estar despertos para escutar o outro lado, já que há maior tendência para a rigidez e para a agressividade no tom e nas palavras. Podemos andar demasiado concentrados na nossa própria vidinha, na nossa própria vontade, querendo controlar em excesso coisas que estão fora do nosso controlo.

Uma das lições deste momento está em discernir o que está ou pode estar sob o nosso controlo e o que nunca estará. Os medos que assomam na nossa consciência devem fazer-nos pensar acerca da coragem que precisamos desenvolver. Esta é uma altura para tomarmos ações corajosas e refletidas, para conseguirmos dar valiosos passos em frente. Se nos deixarmos dominar pelo medo, se fugirmos aos desafios, estamos a fugir à evolução, à Vida (parar é morrer).

Devemos assumir maior controlo sobre nós próprios, sobre a nossa mente. Há quem costume dizer: «Estás mal?! Põe-te bem.» Esta conversa parece dura e fria, mas reflete um tipo de auto-controlo que deveríamos ter ou desenvolver. É óbvio que nem sempre estamos bem, mas qualquer que seja o tipo de mal que nos aflija, temos duas opções: deixarmo-nos consumir pelo mal (dor, doença, sensação de falta, …) ou procurar soluções para ficarmos melhor (que podem ser internas, como cultivar outro tipo de pensamentos, ou externas, como mudar o estilo de vida ou procurar ajuda de outra pessoa).

Neste momento, poderão estar mais acesos medos e inseguranças em relação ao futuro e acabamos por nos debater entre o desejo de seguir em frente, de mudar, e o desejo de continuar na segurança daquilo que conhecemos. Como é claro, o desejo de continuarmos como estamos, é bastante enganador, porque as mudanças chegam sempre, mesmo que não sejam iniciadas por nós. E a melhor maneira de nos sentirmos verdadeiramente seguros e confortáveis na vida, é estarmos dispostos a adaptarmo-nos, a mudarmos. É termos a certeza de que as coisas vão mudar, porque mudam sempre, e ficarmos predispostos à mudança, apreciadores da mudança.

Esta é uma fase excelente para subirmos mais um nível no domínio de nós próprios e da nossa vida. É uma fase importante para explorarmos a nossa força interior e para agirmos de forma disciplinada e persistente para alterarmos o nosso rumo para uma direção mais positiva.

Podemos ver-nos em situações que nos testem, que nos exijam força e resistência. Pode ser de uma forma física, mas também psicológica. E de uma ou outra forma, estas situações devem ser encaradas de forma positiva, porque é atravessando aquilo que consideramos os nossos limites que nos fortalecemos e crescemos. (Escusado será dizer que a segurança deve vir sempre em primeiro lugar. Queremos melhorar e aumentar a nossa força e resistência, mas não queremos quebrar nem magoar nada.)

Outro significado importante desta conjuntura está ligado àquilo que poderemos fazer juntos por um futuro mais estável. De que formas podemos criar e fortalecer uniões benéficas? Como se costuma dizer, sozinhos podemos ir rápido, mas juntos chegamos mais longe. Está na altura de nos apoiarmos mais uns aos outros, de estarmos mais presentes, de alimentarmos melhor as nossas amizades, de curarmos laços familiares.

Olhando para trás, para os momentos em que nos sentimos feridos, magoados, ou traumatizados, devemos tentar não perpetuar a dor, como tantas vezes fazemos, mas sim libertar esse peso emocional, perdoando aos outros e a nós próprios, pela falta de consciência dessa fase. Os acontecimentos difíceis devem servir como motor de crescimento e aprendizagem e não como fonte de amargura eterna. Estes são bons dias para nos elevarmos em consciência e para fazermos melhor uso das experiências de vida que já tivemos.

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