Lua Cheia em Leão

16 de Fevereiro de 2022

A Lua Cheia acontece nos últimos dias do trânsito do Sol pelo signo de Aquário.

Desde 20 de Janeiro (entrada do Sol em Aquário), que andamos a olhar para o futuro e para as formas como nos interligamos enquanto comunidades e sociedades. Grande parte da nossa energia tem estado focada no plano mental, no nosso papel enquanto partes de determinado(s) grupos(s), e também nas nossas idealizações.

Em teoria, as coisas tendem a ser perfeitas. Na prática, como todos sabemos, muitas concessões têm de ser feitas. Devemos ter em consideração a possível rigidez das nossas ideias e estar abertos a fazer acordos, não só com os outros, como connosco.

Para seguirmos o caminho que nos leva até concretizarmos os nossos objetivos, devemos estar dispostos, a cada encruzilhada, a fazer escolhas adequadas. Se temos uma determinada visão de onde queremos estar e como queremos ser daqui a um ano, cinco anos, dez anos, temos (hoje) de fazer escolhas congruentes com essa visão. O que significa dar importância ao que realmente tem importância e desapegarmo-nos daquilo que queremos ver no passado.

Aí está uma ideia válida, com sentido, mas difícil de colocar em prática, porque tendemos a criar hábitos e a viver de forma automática, em vez de cultivarmos as nossas capacidades de criar, construir, adaptar, aprender, crescer…

A Lua Cheia em Leão vem despertar-nos para o calor da vida, vem acordar-nos do nosso torpor robótico e desafiar-nos a criar as mudanças com que sonhamos.

É altura de ativarmos aquilo que nos traz mais alegria e realização pessoal, aquilo que nos faz sentir mais nós, mais especiais.

É bom sabermos que pertencemos a uma tribo, mas também precisamos de reconhecer qual é o nosso papel especial dentro dessa tribo. Qual é a nossa contribuição única para o grupo, a família, a empresa, a sociedade? Somos um bocadinho formigas que trabalham juntas para um objetivo em comum, mas precisamos de mais. Precisamos de reconhecimento, de entusiasmo, de um bocadinho de exuberância que nos relembre de como é bom termos nascido assim, diferentes e especiais.

É altura de voltarmos a lembrar-nos mais do nosso coração e daquilo que nos dá mais vitalidade e paixão, em vez de andarmos perdidos e emaranhados pelos caminhos tantas vezes enganadores das nossas cabeças.

Esta Lua Cheia acontece em quadratura com o eixo do destino, já que a Cabeça do Dragão está a transitar pelo signo de Touro e a Cauda do Dragão pelo signo de Escorpião.

Estamos a ser convidados a simplificar as nossas vidas e isso deve acontecer através do estabelecimento claro de valores e prioridades. Quando temos uma boa consciência daquilo que é mais importante, daquilo que é essencial, podemos tomar decisões acerca do que devemos manter e daquilo que devemos libertar na nossa vida.

Também estamos a ser convidados a ganhar maior estabilidade, que pode e deve ser conseguida através do desenvolvimento das nossas capacidades e talentos próprios, que podemos utilizar para contribuir para a melhoria da vida dos outros ao nosso redor (e isso pode ser feito de inúmeras formas).

A Cauda do Dragão em Escorpião pede-nos que aprendamos a deixar para trás as crises, os medos, que deixemos que as dores, os traumas e os dramas se dissolvam… Mas isso pode ser bastante difícil. Devemos estar atentos a fixações pouco saudáveis. O caminho indicado pela Cabeça do Dragão em Touro pede-nos uma maior ligação à Terra e aos nossos sentidos físicos e isso pode ser uma boa terapia para as emoções que cresceram demais e tomaram conta de nós.

De que formas podemos voltar a ligar-nos conscientemente ao nosso corpo? Como podemos alimentar verdadeiramente os nossos sentidos? O que podemos fazer para termos mais prazer e bem-estar? Sem obsessões, claro. Não é suposto procurarmos nos prazeres do corpo um caminho de fuga para as nossas dores emocionais, é aí que se tornam vícios (comida, bebida, sexo, …). Mas convém honrarmos e apreciarmos as nossas necessidades e prazeres físicos, de forma a que nos sintamos felizes em estar vivos aqui neste lindo planeta.

Esta é também uma boa fase para trabalharmos a nossa autoestima, que na grande maioria dos casos está diminuída. Se nos habituássemos a fazer elogios sinceros mais vezes, acredito que o meio em que vivemos seria muito mais agradável, pois as pessoas sentir-se-iam mais apreciadas. Mas parece que a tendência é sempre maior para a crítica, nem sempre construtiva. Ou talvez seja impressão minha.

As relações que formamos com os outros partem sempre da relação que temos connosco. Logo, antes de reconhecermos as forças, qualidades, e sucessos dos outros, devemos aprender a reconhecê-los em nós. Isto não quer dizer, obviamente, que andemos todo o dia armados em pavões egocêntricos… Mas é importante termos um ego saudável, sabermos e lembrarmo-nos de quais são os nossos pontos fortes, que deverão ser utilizados como contribuição para o mundo. Por exemplo, saber manter a calma em alturas de crise é uma contribuição de elevadíssimo valor para quem nos rodeia.

Quanto aos nossos pontos fracos… Não é suposto martirizarmo-nos nem perdermo-nos em autocrítica. Mas devemos refletir sobre eles, de forma lógica e desapegada. Porque, a meu ver, podemos seguir numa de duas direções: podemos concluir que realmente existe a necessidade de melhorar a determinado nível e isso será verdade para algumas questões; mas também podemos chegar à conclusão que determinada característica/atividade/capacidade/talento não se insere na pessoa que queremos ser e na vida que queremos ter e podemos poupar-nos a comparações e críticas.

Que nesta Lua Cheia saibamos reencontrar a alegria de viver!

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