Ultrapassar as desilusões da vida

13 de Março – Sol em conjunção com Neptuno

Por vezes somos levados a tomar mais atenção à idealização que temos (ou tínhamos) para a nossa vida, para aquilo que gostaríamos tanto que o mundo e as pessoas fossem.

Mas ainda que a imaginação e o pensamento não tenham limites e possamos explorar mundos infinitos dentro de nós próprios, a realidade em que vivemos tem limites, tem circunstâncias que nos prendem ou que, no mínimo, nos desiludem.

Em relação à simbologia de Neptuno, uma energia que vivemos durante estes dias, podia estar aqui a falar da potencial magia que existe no universo, do amor que nos une, da felicidade que podemos viver, da cura que podemos alcançar… Mas não me vale de muito dizer estas coisas se quem está a ler ficar à espera que elas simplesmente apareçam sem qualquer esforço da sua parte.

A vida «perfeita» existe apenas dentro dos nossos sonhos. A partir daí, temos duas vias que podemos seguir: a da desistência, em que abdicamos da nossa força e vitalidade porque deixamos de acreditar em algo; e a da adaptação, em que apesar das circunstâncias imperfeitas e das desilusões, nos comprometemos em erguer-nos novamente para fazer aquilo que for o melhor possível no momento.

A voz da vítima e do mártir dentro de nós podem tentar puxar-nos para baixo, lembrar-nos das dores e do medo, trazendo memórias e ansiedades acerca de tudo o que correu e do que pode vir a correr mal…

Contudo, essas vozes não são tudo o que somos. Não são sequer metade. Não devemos alimentá-las com muita atenção e energia. Devemos, isso sim, lembrar-nos da nossa essência mais verdadeira, daquela parte divina em nós.

Devemos alimentar os nossos sonhos, mesmo que ainda não saibamos como realizá-los. Até é bom que tenhamos sonhos tão grandiosos que não possam ser realizados facilmente. A vida é suposto ser grandiosa, mas também é suposto que vivamos um dia de cada vez, um momento de cada vez…

A nossa vida, para ser feliz, deve ser toda ela preenchida como um caminho de realização de sonhos grandiosos.

Devemos lembrar-nos frequentemente de nos sintonizarmos com este caminho. Para isso, é bom refletirmos acerca de algumas coisas:

  • Que pessoa quero ser? O que posso fazer hoje para começar a ser mais assim?
  • O que me dá mais alegria fazer? Quanto tempo dedico a isso?
  • Como gostaria que fossem as minhas relações? O que posso mudar hoje, em mim e no meu comportamento, para que sejam um pouco mais assim?

Como disse, a vida não se torna um sonho perfeito sem mais nem menos. Muitas pessoas até defenderiam que se torna um pesadelo com frequência e facilidade demais. E é extremamente difícil reconhecer o significado mais profundo de determinados acontecimentos quando reduzimos a vida aos breves momentos entre o nascimento e a morte…

Estes são dias em que, sem dúvida, devemos lembrar-nos e reconhecer de que somos muito mais do que este corpo e de que o mundo é muito mais do que aquilo que vemos naqueles «retângulos» tecnológicos.

Não somos apenas este corpo e esta personalidade, mas enquanto podemos usar estas ferramentas «emprestadas» (e não sabemos quando acaba o prazo do empréstimo), devemos tentar usá-las da melhor forma.

Não temos de funcionar como espetadores da vida, enquanto tudo nos acontece, enquanto vemos tudo a acontecer…

Devemos funcionar mais como argumentistas, realizadores, atores de improviso… Aceitando que nem tudo está nas nossas mãos, mas sem abdicar daquilo que realmente está nas nossas mãos.

E está nas nossas mãos:

  • tomar decisões mais saudáveis (para o corpo e para a mente);
  • arranjar formas de trazer mais alegria aos nossos dias (o que gostamos de fazer e que, no fim, nos faz sentir mais vivos?);
  • melhorar as nossas relações, escutando os outros, falando com o coração;
  • organizar a nossa vida, desde gavetas a contas bancárias;
  • reconhecer e agradecer tudo o que já temos de bom (uma vida cheia de aprendizagens, uma casa, pessoas para amar, mãos para dar, olhos para ver, …);

A «intervenção divina», em todas as suas facetas, das mais simples às mais gloriosas, precisa de todos nós, das nossas mãos, das nossas vozes, dos nossos corações, para se fazer sentir… Está na hora de nos voltarmos a ligar mais fortemente àquela parte de nós que é superior, à nossa alma, para funcionarmos mais como um canal de luz, paz, amor, sabedoria, alegria pura…

É nossa responsabilidade criar um mundo melhor, o que começa, obrigatoriamente, dentro de cada um de nós…

Que saibamos elevar o Amor e a Paz em nós, para podermos irradiar essa energia à nossa volta.

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