Libertação de padrões tóxicos nas relações

Vénus em quadratura com Plutão

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No dia 27, Vénus faz uma quadratura com Plutão, o que quer dizer que nos próximos dias iremos sentir esta energia, que se vai refletir numa urgência em mudar determinados padrões na forma como nos relacionamos connosco, com os outros e com o mundo.

Esta quadratura será mais sentida por quem tem planetas e pontos pessoais nos últimos graus de Carneiro, Capricórnio, Caranguejo e Balança. A interação destes dois planetas pode fazer-se sentir, em geral, de diversas formas, como:

  • transformação da imagem
  • intensificação de auto-estima
  • reformulação das relações
  • resgate do poder do amor próprio
  • purga de ligações tóxicas
  • equilíbrio do valor das trocas
  • mudança de valores e prioridades

Vénus em Carneiro tem andado a mostrar-nos (ou a tentar) formas de elevarmos a nossa auto-estima e o nosso valor e como tomarmos mais iniciativa e aumentarmos o dinamismo dentro das nossas relações.

Estas lições, contudo, não têm sido muito claras e, por isso, agora temos a oportunidade de aprofundar o tema completamente, antes de passar à lição seguinte.

Isto quer dizer que vamos precisar de nos livrar ou de destruir os empecilhos, dúvidas e enganos que existem nas nossas relações, nas nossas vidas financeiras e, mais importante que tudo, no sentimento de amor próprio.

Então, aquelas partes de nós e da maneira como nos relacionamos, que nos estão a impedir de seguir em frente de uma forma mais confiante e harmoniosa, libertam-se agora, horripilantes e monstruosas, das masmorras onde as tínhamos preso só para não as olharmos de frente…

A opção de voltar a prendê-las nas masmorras existe, mas aí o castelo que é a nossa vida vai continuar atormentado e a tremer a partir dessa base tão instável.

A opção mais sustentável é assumir a necessidade de mudança, que passa sempre pela fase dolorosa de abandonar um aspeto de nós ou da nossa vida.

Existe algo que precisa de ser libertado, precisa de ser deixado para trás, para que nos possamos renovar e reerguer de maneira mais segura e fiável.

Precisamos de exorcizar apegos, egoísmos, impaciências e impulsividades.

Precisamos de nos deixar de ações imponderadas.

Precisamos de abandonar as prisões das primeiras impressões e a tendência de julgar os livros pelas capas.

Precisamos de nos libertar de desconfianças e de acusações, que reverberam sem fim dentro de nós.

Precisamos de purgar tudo isso para nos sentirmos novamente inteiros, como só nós.

Está na altura de nos renovarmos de corpo e alma, fazendo as pazes entre as nossas metades. As nossas metades que são só nossas e de mais ninguém. Ninguém nos traz uma metade de nós. O mais que nos podem fazer é mostrar-nos os caminhos por onde vamos aprendendo a integrar e a curar as nossas metades dissociadas e desfeitas.

Precisamos de absolver os outros da pena de nos completar e da exigência de nos amarem das maneiras que queremos ser amados.

É tempo de fazermos gestos amorosamente grandiosos por nós próprios, de reconhecermos a bênção de sermos quem somos e de dar um pouco mais do nosso verdadeiro Eu ao mundo.

Enquanto aprendemos a respeitar e a valorizar a individualidade e a totalidade do nosso ser, aprendemos também a reconhecê-la e a valorizá-la nos outros.

Embora não precisemos de ser «completados», temos sempre espaço para crescer. E duas pessoas que se sabem inteiras podem criar e construir muito mais do que duas pessoas que se julguem metades.

Desejos de felizes renovações!

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