Semana de 11 a 17 de Outubro

Já estamos na última semana do Mercúrio retrógrado. Como é que esta energia vos tem tratado? Eu já estive uns dias sem receber e-mails, mais um dia sem o computador querer mexer e ainda tive de lidar com um mistério de um manual escolar desaparecido. Isto sem contar com conversas em que temos a noção de que a outra parte não está realmente a perceber o que estamos a querer dizer.

E qual será o intuito de tudo isto? Será que os deuses (ou a vida, ou o Universo ou que lhe quiserem chamar) gostam apenas de brincar connosco? Não gosto de pensar assim, apesar de Mercúrio ser o «brincalhão». Nestas fases surgem-nos obstáculos à frente, que, a meu ver, são belas oportunidades de tomarmos mais consciência daquilo que dizemos e de como o dizemos. Até porque estes obstáculos, por mais simples e inofensivos, podem tirar-nos a paciência e acabar por despoletar discussões que não seriam necessárias.

É sempre bom tomarmos atenção às palavras e ao tom, mas nestas alturas é ainda mais importante fazê-lo, evitando mal-entendidos e acréscimo de problemas.

Mas não se pode culpar apenas Mercúrio. Marte, um dos chamados «maléficos» tem andado muito próximo do Sol e tem andado muito ativo. Está certo que nos chama para agirmos, para fazermos acontecer, para nos defendermos… Mas também nos leva a ter maior impulsividade, também traz «atacantes», que podem vir sob a forma de outras pessoas ou sob a forma de acidentes, feridas ou infeções.

Marte está em Balança, ou seja, o planeta do «Eu» está no signo dos «Outros». O melhor que temos a fazer é perceber de que formas nós e os outros podemos seguir em frente, juntos. Porque se cada um estiver apenas a puxar para o seu lado, não vai resultar. Também é importante percebermos de que forma podemos equilibrar as nossas ações e a velocidade com que navegamos pela vida. Deve haver áreas onde somos demasiado impulsivos e acabamos por nos arrepender e outras áreas em que tendemos a pensar demais e não chegamos a concretizar nada. Esta é uma boa altura para promover um maior equilíbrio na nossa energia e na nossa força de vontade.

Nos próximos dias vamos sentir o trígono entre o Sol e Júpiter, logo seguido da quadratura entre o Sol e Plutão. Mas antes, temos dias de Lua em Capricórnio (11, 12, 13), mostrando-nos como é importante dedicarmo-nos ao trabalho e esforçarmo-nos para conseguirmos as nossas conquistas. Havendo uma quadratura entre a Lua e os planetas em Balança, as coisas não correrão de forma fluida, teremos mesmo de nos esforçar mais e de aceitar algumas limitações, algumas restrições. As coisas não são todas apenas «à nossa maneira» e teremos de conseguir alguma flexibilidade interior para conviver com determinadas regras ou circunstâncias limitantes, que aparentemente nos impõem. Paciência e resiliência são qualidades a colocar em prática esta semana.

Nos dias 14 e 15 sentir-se-á então o trígono entre o Sol em Balança e Júpiter e a Lua em Aquário. Aqui sim, teremos alguma fluidez, algumas resoluções, algumas oportunidades, algum reconhecimento, momentos mais felizes com pessoas que nos fazem bem. Esta é uma energia que pode e deve ser utilizada para nos expandirmos, para crescermos. Estes são dias para pôr novamente em andamento coisas que são importantes para nós (atenção a mercúrio retrógrado que está quase a terminar), para aprendermos algo importante, para pensarmos no nosso futuro e no que podemos fazer (e como nos podemos unir) para torná-lo melhor.

Depois disto, nos dias 16 e 17, sentiremos mais forte a quadratura resolutiva entre o Sol e Plutão, enquanto a Lua passa por Peixes. Por um lado, temos de lidar com os nossos sonhos e ambições e perceber o que estamos realmente dispostos a fazer por isso, o que estamos dispostos a mudar e o que estamos dispostos a aceitar libertar. Precisamos de libertar um peso muito grande, podem ser dias dolorosos em que temos de lidar com a nossa aparente falta de poder na grandiosidade do Universo. Mas a mensagem ou a lição não é apenas essa. A lição é acerca de aprendermos a usar o nosso poder da melhor forma, sem abusos excessivos nem medos impeditivos. A lição também é acerca de nos unirmos e de tentarmos compreender as situações de uma perspetiva mais elevada. Se alguém hoje está a sofrer por algo de errado que fez no passado (talvez todos nós, em diferentes níveis), não tem de carregar com a culpa para a eternidade, precisa, isso sim, de fazer as pazes com o passado e usá-lo para se transformar numa pessoa melhor. Este trânsito permite-nos treinar melhores técnicas para nos relacionarmos, para não pisarmos tanto nos calos uns dos outros. E talvez possamos usar os erros dos outros como exemplo para nós, em vez de irmos bater com a cabeça na mesma parede ou em vez de continuarmos a «bater no ceguinho», criticando, julgando e culpando.

Quando a nossa prioridade é um coração aberto, a luz acaba sempre por se seguir à escuridão.