«Ou mudas ou…mudas»

30 de Junho – Júpiter e Plutão juntos pela segunda vez este ano

Assim na Terra como no Céu. Há milhares de anos que a astrologia nos permite interpretar as nossas vidas de acordo com as posições dos planetas e das constelações, como são vistos da Terra.

Os desafios deste ano foram a tradução do encontro raro entre três planetas muito influentes: Saturno, Júpiter e Plutão. Sendo planetas lentos, os seus efeitos perduram no tempo.

Por esta altura, estão todos retrógrados, ajudando-nos no reajuste das nossas vidas à nova energia do planeta.

Quando Saturno entrou em Aquário, fomos todos obrigados a distanciarmo-nos. Como está a andar para trás, nos próximos dias Saturno volta a entrar em Capricórnio (2 de Julho), para fazermos os exames finais nas matérias de responsabilidade, compromisso com objetivos de vida, disciplina e persistência, paciência e bom uso do tempo. A intenção é ganharmos maturidade e crescermos enquanto autoridades na nossa vida, tomando nas nossas mãos a capacidade de mudança.

Se agora considerarmos apenas Júpiter e Plutão, falamos de um encontro que acontece mais ou menos de 13 em 13 anos. Houve uma conjunção em Dezembro de 1994, outra em Dezembro de 2007. Neste ano que vivemos, devido aos movimentos retrógrados (os planetas parecem andar para a frente e para trás), tivemos uma conjunção a 4 de Abril, temos outra esta semana, dia 30 de Junho e teremos outra dia 12 de Novembro.

Três conjunções num ano. Depois, será apenas em 2033. E logo após a última conjunção com Plutão, Júpiter junta-se a Saturno em Aquário.

A mensagem é óbvia: «Ou mudas, ou mudas», o que também pode ser visto como um «se não vai a bem, vai a mal».

Embora estes trânsitos sejam sentidos com intensidade por todos, esta intensidade aumenta quando tocam planetas do mapa natal (seja de um indivíduo, de uma cidade ou de um país). Se conhecermos o nosso ascendente, podemos perceber as áreas do nosso mapa mais afetadas por estas conjunções (todos temos capricórnio em algum lugar do mapa natal) e, a partir daí, tomar decisões mais conscientes no sentido da nossa evolução.

Nos seus aspetos mais positivos, Plutão simboliza poder e transformação (renascimento) e Júpiter simboliza abundância, crescimento, sabedoria.

Contudo, um renascimento não acontece sem uma «morte» e Júpiter aumenta este sentimento de «morte». Estamos a atravessar todos uma experiência de «morte», em que não nos resta outra hipótese senão renovar toda ou quase toda a estrutura da nossa vida. E isso traz medo. Uma «morte» é uma passagem para um mundo que ainda não conhecemos e é isso que estamos a fazer este ano. Morte e nascimento não são coisas assim tão diferentes. (Gosto muito de uma música do Jason Mraz, «Everything is sound», onde ele diz que, quer seja o nosso aniversário ou o dia da nossa morte, é uma celebração).

Pessoalmente, acho muito positivo que agora (quase) toda a gente esteja consciente da sua mortalidade. Porque é nestes momentos em que o que é realmente importante vem ao de cima. Há uma mudança drástica na maneira como vemos a nossa vida. Temos a oportunidade de redefinirmos os nossos objetivos, de repensar o que está certo ou errado (em nós e na sociedade) e de agirmos grandiosamente, de acordo com o nosso verdadeiro papel na família e na sociedade.

Vamos continuar a batalhar por entre as nossas «sombras», as obsessões, os medos, os extremismos. Vamos continuar a perceber jogos de manipulação, em pequena e grande escala. Vamos ter de enfrentar a destruição e a violência. Porque a verdade é que todos nós, como almas em evolução, têm estes aspetos dentro de si (o lado negro) de alguma forma.

Não vale de nada esperar por «tempos melhores». As circunstâncias de cada um espelham o que cada um tem dentro, a cada momento. E é principalmente por dentro que o maior esforço deve ser feito.

No final deste ano, devemos ter terminado muitas lições, não apenas desta vida, mas também de outras – estamos perante uma limpeza kármica imensa. O distanciamento e o isolamento (bem como a proximidade àqueles com quem temos maiores laços kármicos – a nossa família) estão a dar-nos o espaço para percebermos o que é «problema nosso», ou seja, o que é nossa responsabilidade resolver. Se não fugirmos (e é difícil que fujamos), vamos ver que, no final, nos sentiremos muito mais poderosos e influentes, capazes de fazer a diferença na nossa vida e na vida dos que nos rodeiam.

Estamos perante uma enorme passagem de nível da humanidade. Mas cada um de nós também está perante uma (ou mais) passagem de nível: assumindo maior responsabilidade na família; aproximando (e curando) as relações com os filhos e com os pais; ganhando maior habilidade financeira; esforçando-se mais por cuidar do seu corpo; explorando as suas capacidades criativas…

A melhoria do mundo depende da melhoria de cada indivíduo. De nada vale queixarmo-nos de que o país ou o mundo estão assim ou assado se nós não dermos o nosso esforço máximo pessoal. Não podemos alcançar tudo, mas podemos alcançar muito.

O mundo (como o conhecemos) está a acabar. Que pessoa queremos ser no novo mundo? Que tipo de mãe/pai queremos ser? Que tipo de filho(a) queremos ser? Como queremos contribuir para a restruturação da sociedade? Devemos estabelecer (e comprometer-nos com) objetivos grandiosos para nós, para a nossa vida, para a contribuição que fazemos nos meios em que nos inserimos. A mudança do mundo é feita por cada um de nós.

Neste processo de enorme transformação, devemos impregnar de intenção as ações que tomamos, as palavras que dizemos. Devemos investir melhor o nosso tempo, a nossa atenção, a nossa energia e o nosso dinheiro, usando-os para fazer crescer aquilo em que acreditamos, usando-os para apoiar a visão que temos para o nosso futuro.

Em vez de termos medo de «morrer», devemos preparar-nos para Renascer. É preciso confiança e fé, porque um parto, um momento de nascimento, é muitas vezes mais difícil do que uma morte. E leva-nos a uma vida nova, cheia de surpresas e desafios, mas com muito entusiasmo e vontade de superar e crescer.

Que as vossas mortes e renascimentos sejam com consciência, porque assim serão mais fáceis.

«A Grande Conjunção» Dezembro 2020

Os compromissos e responsabilidades a assumir por cada um, para criar o futuro de todos.

Os dois maiores planetas visíveis, Júpiter e Saturno, encontram-se no Céu de 20 em 20 anos, aproximadamente. Chamamos-lhe a «Grande Conjunção» e vamos presenciá-la este ano. Será exata no dia 21 de Dezembro, no primeiro grau do signo de Aquário. Nos últimos duzentos anos, realizaram os seus encontros nos signos de Terra (Touro, Virgem e Capricórnio), trazendo foco à segurança e desenvolvimento material e consolidação dos recursos. Este ano começamos o ciclo das conjunções em signos de Ar, que durará até 2159 e que traz uma mudança drástica de direção e da ordem estabelecida, levando-nos a repensar os nossos ideais, a forma como nos relacionamos e a restruturar as formas como nos ligamos (ou não).

Saturno entrou em Aquário em Março e desde então que nos tem estado a mostrar o que está mal na sociedade, levando-nos a ter uma maior consciência da contribuição e da importância que cada um de nós tem. Trouxe-nos dificuldades, com o isolamento, a separação e com situações absolutamente novas para nós, onde nos foram apresentadas limitações, obrigações, faltas e falhas.

Atualmente, Saturno está retrógrado, dando-nos espaço de manobra, depois de apresentados os desafios, para fazermos as alterações necessárias e nos habituarmos a elas. O que nos é pedido é esforço, compromisso, foco, responsabilidade, persistência, paciência, sobriedade. Precisamos de desenvolver estas características enquanto sociedade e enquanto indivíduos. Vemos o futuro à porta e vemo-lo diferente daquilo que conhecemos, o que, obviamente, provoca medo, incerteza e insegurança. Isso não deve servir para estacarmos. Agora estamos numa fase de preparação, de reavaliação de prioridades para escolhermos o caminho mais indicado para nós e a melhor forma de percorrê-lo.

Entre Julho e Dezembro, Saturno vai andar novamente nos últimos graus de Capricórnio, antes de reentrar em Aquário. Esta fase tem o potencial para fortalecermos as nossas consciências com tudo o que já conquistámos até agora, com tudo o que aprendemos com o passado. Podemos assim preparar-nos para colocar as nossas capacidades já bem desenvolvidas ao serviço do bem comum e da evolução de todos.

Aquário representa a ideia de «Todos diferentes, todos iguais». E a grande conjunção neste signo pode permitir-nos ultrapassar grandes problemas, que se têm vindo a levantar (e a recordar) que são originados na premissa de separação – por fronteira, por cor de pele, por ideologia, por cargo, …

Júpiter é conhecido como o grande benéfico, traz crescimento, otimismo, sabedoria, uma visão mais alargada, alegria e entusiasmo… É de notar, contudo, que, em Astrologia, os planetas representam dimensões humanas e, consoante a nossa consciência e perspetiva, assim as coisas podem ser mais negativas ou mais positivas. Embora Júpiter tenda a trazer bons resultados e nos ajude a ultrapassar dificuldades, ele pode provocar exageros, crescimentos desmesurados e até lutas pela Verdade e pela «razão» (isto vai desde discussões sobre quem está certo até guerras religiosas).

Portanto, o que vamos experienciar é a junção do grande benéfico (Júpiter) e do grande maléfico (Saturno) no signo que nos põe a olhar para o futuro e que nos lembra de que, somos todos diferentes, mas somos todos iguais. Este acontecimento vai marcar o início e os temas a trabalhar por um período de 20 anos.

Da interação entre estes dois planetas, podemos beneficiar com um aumento de foco e intenção, com maior responsabilidade e capacidade de compromisso. Aliando a perseverança ao otimismo, temos a oportunidade de atingir o sucesso e de concretizar grandes objetivos. Com persistência e paciência, podemos lançar-nos na direção de grandes propósitos e ideais, voltando a dar maior sentido à nossa vida. É uma altura para iniciar ou aprofundar demandas ligadas às nossas crenças e ideais (religião, política, filosofia,…) É uma energia muito boa para conseguir sucesso material.

Contudo, como Saturno estará mais forte, no seu próprio signo, podemos ter tendência para cair numa atitude de controlo e de obrigações, com medo que nos falte algo (ou muito). Uma moralidade exagerada, com um sentido aumentado entre o que é certo e errado pode formar a base de problemas muito graves em confrontos de opiniões díspares demasiado rígidas. A comunicação deve ser sempre facilitada, onde estiver ao nosso alcance. Ideias e crenças antiquadas vão cair e isso não costuma acontecer sem estrondo.

As nossas divergências e diferenças são sublinhadas não para que consolidemos os muros, mas para que contribuamos em conjunto no avanço de todos. Vamos (estamos a) viver isto na sociedade, entre grandes grupos, nacionalidades, religiões, mas também na nossa vida pessoal. Nem todos temos influência direta na política internacional, mas todos temos influência dentro das nossas famílias, dos nossos grupos de amigos (incluindo os conhecidos do facebook), das nossas empresas e associações. E é nosso dever e responsabilidade usar essa influência de forma congruente com os nossos ideais. Isso é verdade sempre, mas vai ser mais óbvio e mais importante agora, que estamos no início de um ciclo importante.

É certo que todos temos dias maus, mas uma gotinha de ódio num dia mau pode tomar proporções gigantescas no futuro. A indiferença ou a frieza podem deitar abaixo relações. A falta de diálogo traz o afastamento. É preciso muito cuidado e atenção para mantermos o foco na entreajuda, na conquista de objetivos comuns, no avanço conjunto, enquanto família, a imediata e a outra, a família humana.

Devemos lembrar-nos de que não estamos todos no mesmo estádio evolutivo. Isto é importante para focarmos a nossa energia no sentido em que queremos crescer e não nos ocuparmos a descer a níveis mais baixos, dando respostas ao mesmo nível das provocações ou agindo de forma menos consciente.

A nível individual, podemos conseguir agora, em geral, uma atitude mais focada, assumindo compromissos sérios em novas direções, que nos vão fazer entrar em projetos de longo prazo. Consoante a casa do mapa pessoal onde cair esta grande conjunção, assim se sentirá a sua maior influência. Leiam de acordo com o vosso ascendente. Se lerem também a informação relacionada com o vosso signo solar ou lunar, terão uma ideia mais abrangente do que poderá acontecer. (Isto não dispensa uma análise pessoal e dos planetas pessoais envolvidos em aspeto com a conjunção, que podem alterar os seus significados).

Aquário

A conjunção entre Saturno e Júpiter em 2020 traz o compromisso de criar uma identidade mais estável, mais séria e disciplinada. É provável um avanço profissional, há maior profissionalismo na aparência e na atitude. Há uma maior intenção de sucesso e de conquista de abundância. Tornam-se mais responsáveis e «adultos».

Capricórnio

A conjunção entre Saturno e Júpiter em 2020 traz o compromisso em ganhar dinheiro. Há maior delineação de objetivos financeiros. Pode haver compras de valor significativo. Há maior foco em ter recompensas pelo seu esforço. Consegue enfrentar os desafios de nível material/físico de uma forma mais focada.

Sagitário

A conjunção entre Saturno e Júpiter em 2020 traz um compromisso com a aprendizagem. Há um maior foco na educação e em adquirir conhecimento que tenha um valor prático, como na conquista de um bom emprego. Vontade de aprender ou desenvolver as suas capacidades técnicas e financeiras.

Escorpião

A conjunção entre Saturno e Júpiter em 2020 traz um compromisso com projetos relacionados com a casa e a família. Há um maior foco no lar. Possível compra de terreno, casa ou obras de melhoria. Maior foco em ganhar dinheiro para apoiar o desenvolvimento da família. Grandes eventos dentro da família. Alguns verão a possibilidade de abrir um negócio.

Balança

A conjunção entre Saturno e Júpiter em 2020 traz um compromisso com o projeto de ter ou criar filhos/crianças. Estará muito relacionado com o planeamento e o investimento na educação das crianças. Poderá haver avanços importantes na vida dos filhos. A criatividade e a expressão pessoal estarão em grande foco e tomarão uma proporção mais séria, haverá mais investimento de tempo e dinheiro em projetos criativos. Pode haver maior procura de lucro através do jogo.

Virgem

A conjunção entre Saturno e Júpiter em 2020 traz um compromisso nos projetos relacionados com a saúde, o bem-estar e a melhoria pessoal. Pode ser altura para subscrever um seguro de saúde, ou para investir mais na saúde, de alguma forma. Há uma maior atenção do desenvolvimento de capacidades. Poderá haver maior dedicação a práticas espirituais. Haverá maior investimento relacionado com a vocação ou com o emprego. Poderá assumir mais responsabilidade no trabalho.

Leão

A conjunção entre Saturno e Júpiter em 2020 traz um compromisso com o projeto das relações importantes. Haverá desenvolvimentos grandes nas relações (românticas ou não). Poderá haver casamento. Poderá iniciar-se uma relação com alguém ambicioso ou de sucesso. Poderão haver acontecimentos importantes na carreira do parceiro(a). Poderão formar-se parcerias de negócios.

Caranguejo

A conjunção entre Saturno e Júpiter em 2020 traz um compromisso com o projeto de sociedades financeiras. Poderão haver investimentos em negócios. Poderão ter de se tomar decisões financeiras em conjunto. Poderão haver desenvolvimentos importantes nas finanças do casamento. Poderão surgir assuntos ligados a heranças. Poderá haver recurso a empréstimos. Poderá haver um maior compromisso em livrar-se de dívidas.

Gémeos

A conjunção entre Saturno e Júpiter em 2020 traz um compromisso com o projeto de cultivar sabedoria através de estudos e viagens. Poderá haver investimento em educação ou um compromisso com uma nova área de estudos, com maior inclinação para economia, ciências e assuntos práticos. Despesas com viagens. Potencial crescimento através de publicações e marketing.

Touro

A conjunção entre Saturno e Júpiter em 2020 traz um compromisso com o projeto de sucesso na carreira. Possibilidade de desenvolvimentos importantes na carreira. Ganho de maior autoridade e status na profissão. Maior responsabilidade que leva a uma maior recompensa financeira. Crescimento na reputação, reconhecimento pelos outros do seu valor próprio.

Carneiro

A conjunção entre Saturno e Júpiter em 2020 traz um compromisso com projetos relacionados com a comunidade, grupos, envolvimentos políticos, etc.. Há a tendência para se envolver mais profundamente com os grupos a que pertence – amigos, família, organizações – ou para se comprometer com novas associações. Há o aumento da consciência política e maior tendência para o ativismo.

Peixes

A conjunção entre Saturno e Júpiter em 2020 traz um compromisso com o projeto de expansão de consciência e transcendência. Marca o início ou o aprofundamento da jornada interior. Dedicação à descoberta dos mistérios da vida, nova compreensão do karma, da astrologia, … Há a formação de objetivos e ambições focados em valores espirituais. Possibilidade de se assumirem (ou de se assumirem mais) como místicos, meditadores, monges, astrólogos, ou como alguém que se coloca ao serviço da humanidade.

Eclipse Solar em Caranguejo

21 de Junho

Fazer as pazes com o passado, reencontrar a segurança interior

A Lua entrou ontem (dia 14) em Carneiro, chamando-nos para a ação, trazendo energia para nos mexermos e para remexermos as nossas vidas, para nos renovarmos, para renovarmos alguma coisa.

Hoje, dia 15, é dia de ultrapassar obstáculos, de darmos mais um passo para nos conquistarmos, face às nossas resistências. É bom mantermos a mente aberta para perceber até que ponto temos a capacidade de alterar a nossa realidade para melhorarmos as nossas condições de vida e de que forma podemos alterar-nos a nós, transformar-nos, para melhorar a nossa interação com o mundo e com os outros. Devemos lembrar-nos de que estamos em época de eclipses e que as decisões e mudanças que fizermos agora vão determinar a energia dos próximos largos meses (pelo menos).

Entre os dias 16 e 18, a Lua passeia pelo signo de Touro. Assim que aqui entra, faz uma quadratura com Saturno (que está em Aquário) e uma conjunção com Úrano. Isto quer dizer que temos de encarar o «buraco» que existe entre o que temos agora e o que acreditamos que devíamos ter. Cria-se uma sensação de insuficiência, de falta, de dificuldades, que normalmente está enraizada no sentimento interior de subvalorização, ou até na falta de gratidão. É uma boa fase para tentarmos dar mais valor ao que temos ao nosso dispor e para trabalhar no sentido de acrescentarmos valor: a nós, às nossas vidas, às vidas de quem nos rodeia. O que está ao nosso alcance fazer para nos enriquecermos, para enriquecermos as nossas vidas, as vidas dos outros? De que formas podemos aproveitar, agora, o esplendor da vida? Os desafios servem para nos redirecionarmos. Quais são as nossas prioridades? Será que não devemos agora redefinir as nossas prioridades? Muitas vezes deixamo-nos andar distraídos e desviamo-nos daquilo que são os nossos objetivos mais importantes. Estes dias são excelentes para nos voltarmos a realinhar com os nossos valores mais altos – só isso será o suficiente para nos voltarmos a sentir num estado de fluxo e abundância.

Dia 18, Mercúrio fica retrógrado em Caranguejo. Começa uma fase de grande importância na reintegração de memórias emocionais. Somos convidados a visitar o passado e a reinterpretá-lo, equilibrando as emoções com um pouco de lógica, de desapego. Esta pode ser a base para criarmos uma maior segurança interior. Devemos ter atenção para não nos protegermos em demasia, criando uma barreira que afasta os outros. A nossa intenção deve ser revisitar situações emocionais para as percebermos e integrarmos (aprendendo e crescendo), não para nos perdermos nelas.

No dia 19, a Lua, já em Gémeos, faz conjunção com Vénus, trazendo conversas agradáveis, uma maior predisposição para aprender, para perceber os outros. Vénus, onde toca, traz harmonia e, neste dia, harmoniza as nossas emoções, ajudando-nos a expressá-las da melhor forma. Sabemos que as emoções nos controlam muito e é de extrema importância aprender a suavizá-las, para nos fazermos entender da melhor forma, para chegarmos aos melhores acordos. Este dia será bom nesse sentido – estaremos mais dispostos a ver o lado bom (e belo) das coisas e a abrir-nos a outros pontos de vista.

No dia 20, o Sol faz uma conjunção exata com a Cabeça do Dragão, fazendo com que, por volta deste dia, haja uma vontade maior de seguir em frente, de explorar caminho. Com tantos planetas retrógrados, estes caminhos não serão totalmente novos, mas levar-nos-ão em frente, sem dúvida.

A energia do eclipse de dia 21 (que coincide com o solstício de Verão) permeia todos estes dias. Será um eclipse solar em Caranguejo, com o Sol e a Lua no primeiro grau deste signo. É uma energia de inícios, de reinícios. é uma energia que nos traz um maior contacto connosco próprios, para percebermos o que está por trás dos nossos comportamentos, para percebermos o que podemos fazer para nos sentirmos melhor na nossa pele, na nossa casa, na nossa família. Devemos ter atenção, durante esta semana, aos vícios que temos desenvolvido com o intuito de nos protegermos de emoções fortes, que achamos dolorosas ou negativas. É fundamental sermos verdadeiros com o que sentimos, pelo menos para nós próprios. Para seguirmos em frente, como desejamos, temos de fazer as pazes com o passado, com a educação que tivemos ou não, com o conforto que nos faltou em tempos, com o apoio que não nos deram quando precisámos… Mas, principalmente, com os momentos em que não fomos o melhor «Eu». Esses momentos foram necessários para chegarmos ao «Eu» que somos hoje. É altura de libertar mágoas e amarguras, para criarmos, com Verdade, o nosso porto seguro. É altura de trabalhar o interior, alimentar a nossa base, fortalecer as nossas raízes e os nossos laços familiares, de nos cuidarmos e de cuidarmos dos nossos. É altura de abraçar, de recriar o conforto do colo, de cultivarmos o sentimento de pertença, de nos aproximarmos verdadeiramente. É altura de fazermos o que for preciso para nos voltarmos a sentir «em casa», para nos voltarmos a sentir seguros.

Libertar a dor e conquistar os sonhos

Marte, Neptuno e Lua em Peixes

Estamos naquela espécie de «vácuo», ou melhor, num vórtice de energia, muito próprio da época de eclipses, em que sentimos as nossas vidas a reorganizarem-se, muita coisa a mudar, muita coisa a começar a desenhar-se… E neste turbilhão, que acontece mais dentro de nós do que fora, independentemente do que se possa acreditar, sentimo-nos à deriva, com um pouco de medo e um pouco de desconfiança, muita confusão interior… Ainda assim, temos de provar (a nós próprios, claro), que somos capazes de voltar a pôr os pés na terra e deixar o remoinho levar as memórias que nos impedem de seguir em frente.

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Marte está em Peixes e amanhã (dia 13) faz uma conjunção exata com Neptuno. Para ajudar ainda mais, a Lua também está em Peixes, a intensificar esta energia.

É normal, por isso, que nos sintamos um pouco perdidos, desorientados e sem rumo… Principalmente se estávamos a seguir um rumo que não era o melhor para nós – nesse caso é normal vermos as coisas a desmoronarem-se. Não é tanto desmoronarem-se, mas mais a dissolverem-se.

A sensibilidade e a emotividade são grandes e há uma grande tendência para nos querermos proteger e afastar-nos das nossas rotinas, das nossas responsabilidades…

Aquelas formas inconscientes que temos de ser surgem-nos muito mais óbvias agora e se nos dermos a oportunidade de parar e nos observarmos (em vez de fugirmos de nós próprios com TV, Net, álcool…), podemos provocar alterações muito positivas nas nossas vidas.

Ao mesmo tempo que conseguimos ter maior acesso ao que escondemos de nós próprios – os nossos medos, as nossas inseguranças – também reavivamos a luz dos nossos sonhos. Não só os sonhos que temos enquanto dormimos se tornam mais vivos, como os Sonhos que nos guiam pela Vida se querem tornar mais reais.

E por isso é essencial que ganhemos a coragem de nos enfrentarmos a nós mesmos, de abrirmos o cofre onde guardámos as nossas inseguranças, a gravação da nossa voz (e de outras) a impedir-nos de ir mais além para nos proteger do «grande fracasso».

É um processo difícil, porque implica estar presente com a dor: a dor de quando procedemos mal, a dor de quando não fomos capazes… Por isso escolhemos, a maior parte do tempo, evitar essa dor com mil distrações. Evitamos sentir a dor do erro de quem tentou e não conseguiu e evitamos tentar de novo, para não voltar a errar… E esta é a história de uma vida desperdiçada.

Os erros fazem parte da vida e a dor também. Mais vale sentir a dor em pleno do que tentar escondê-la por trás de vícios (que podem tomar tanta forma, desde compras a anti-depressivos). Só devemos ter atenção para não nos viciarmos na própria dor, como se fôssemos as maiores e únicas vítimas deste mundo.

A dor é comum a todos. Não vale de muito tentarmos escondermo-nos dela, até porque assim a trazemos dentro mais tempo. Depois de sentida, podemos libertá-la.

E, por muito que não o queiramos, por muito que gostássemos que as coisas fossem mais fáceis, é provavelmente através da dor que mais aprendemos…

Portanto, nesta época de eclipses em que tanto muda nas nossas vidas, aprendamos a sentir e libertar as nossas dores, para ganharmos a coragem de entrar por caminhos totalmente novos, por onde, inevitavelmente, vamos tropeçar, mas que nos levarão a grandes conquistas – à conquista de nós próprios e à conquista de uma Vida plena..

Eclipse Lunar em Sagitário -5 de Junho-

Estamos a entrar na época de eclipses. Com certeza já devem ter notado o crescendo emocional e o culminar de determinadas situações.

O primeiro eclipse será na Lua Cheia em Sagitário, dia 5 (eclipse lunar).

Estamos perante os primeiros eclipses desde que os nodos da Lua mudaram de signo e, portanto, o nosso foco muda de área: Se nos últimos tempos estivemos a melhorar a nossa vida familiar e a fortalecer a nossa base emocional, agora o foco muda para a nossa atividade mental e social.

A Lua em Sagitário marca uma necessidade de ir mais além, para sentir liberdade e descobrir o mundo, explorar. Traz-nos esperança e otimismo, que bem precisamos.

Esta Lua, em especial, traz-nos a oportunidade para alterar a rota, pois vamos perceber melhor para onde nos estamos a dirigir e ajustar a estratégia. Existe uma forte necessidade de aprender, de nos expandirmos intelectualmente.

Tudo isto vem associado a uma alteração do nosso modelo mental. Todos temos um sistema de crenças, construído pela interpretação que fizemos das nossas vivências (e pela forma como nos convenceram a interpretar essas mesmas vivências), que nos fazem agir e reagir de determinada forma.

Pois é, chegou a altura de desconstruir pelo menos um pouco desse sistema de crenças que tomamos inconscientemente como «Leis». Chegou a altura de nos questionarmos – Porque fazemos o que fazemos? – para nos limparmos de programas mentais que nos impedem de ser felizes e de nos sentirmos bem sucedidos na vida.

É altura de explorar determinadas formas de ser e de repensarmos se realmente queremos ser assim. Temos capacidade para nos moldarmos, para nos reinventarmos. Seria tão bom que começássemos a usar mais as nossas capacidades a nosso favor…

Como todos sabemos, é raro, ou talvez impossível, alguém mudar sem que a vida o desafie…

Portanto, alturas de mudanças são alturas de desafios…

Mercúrio (em Caranguejo) fará, na altura do eclipse, uma quadratura com Quíron, trazendo-nos memórias dolorosas que têm o potencial de controlar o nosso comportamento no presente… É importante usar o passado para aprender e fazer novas escolhas agora, em vez de repetir os mesmos erros…

Vénus tem um papel crucial nesta fase. Está retrógrada, em conjunção com o Sol. É mais um sinal de reviver o passado – com o intuito de aprender e libertá-lo. É uma altura de encontros e desencontros, pessoas que se afastam, pessoas que se reúnem de novo.

É também uma altura de escolhas. Daí que seja primordial percebermos o que nos move, o que tem sido mais importante para nós – e se o devemos manter assim. O mais provável é que a nossa lista de prioridades precise de ser realinhada. Podemos estar a despender demasiada energia em algo que, afinal, não nos recompensa. Por conseguinte, temos deixado «murchar» áreas da nossa vida que precisam agora de muito cuidado e atenção.

Com o foco em Gémeos, queremos falar, trocar ideias, perceber tudo. Queremos perceber os outros, porque dizem o que dizem, porque fazem o que fazem… Mas não nos podemos esquecer do efeito espelho. É nos conflitos e nos desentendimentos que se abre uma brecha na nossa consciência para mudarmos os nossos padrões:

Será que falamos demais?

Será que nos fazemos entender claramente?

Será que somos demasiado agressivos a expressar a nossa opinião?

Será que sabemos escutar?

Muita atenção a estes conflitos e desentendimentos, pois Marte está a fazer quadratura a Vénus, ao Sol e à Lua, neste eclipse.

Marte em Peixes quer fazer-nos fugir, ir para um mundo só nosso, mergulhar nas nossas utopias, nos nossos sonhos… Contudo, vamos ter de fazer muitas, imensas concessões. E isso vai irritar-nos um pouco. Ou muito. Temos de adequar o nosso mundo idílico ao nosso mundo real:

Temos de comprar consoante o nosso orçamento;

Temos de chegar a acordos com as pessoas com quem convivemos;

E, muito importante, não podemos parar nem fugir, só porque não sabemos como vai ser a seguir: Temos de aprender a confiar, continuando a dar um passo de cada vez.

É bom reunirmos mais informação, discutirmos mais aquele assunto, é ótimo fazer aquela outra formação, voltar àquele curso… Mas é imprescindível confiar, acreditar.

Alguém disse um dia: «Se achares que és capaz, tens razão. Se achares que não és capaz, tens razão».

Só faremos aquilo que achamos que seremos capazes. Por isso, é essencial fortalecermos a nossa autoestima, tomando ações que sejam benéficas ao nosso crescimento: investir na nossa saúde, investir na nossa imagem, investir na nossa educação…

Ao mesmo tempo, há que voltar a delinear objetivos, uns realistas, que nos possam dar pequenas sensações de conquista, que nos mantêm no caminho, com esperança.

Mas também é preciso almejar mais alto, ter objetivos de sonho, quase impossíveis de realizar, ou que acreditemos mesmo ser impossíveis, porque são esses que dão cor e sentido à vida e que nos vão obrigar a crescer, a alargar o nosso campo atual de possibilidades.

Desejo-vos um excelente eclipse!

Reset mental e social

Lua Nova em Gémeos

Dia 22 de Maio, pelas 17h41, acontece a Lua Nova em Gémeos. Isto quer dizer que temos a Lua e o Sol a fazer uma conjunção neste signo. Além disso, também temos Mercúrio, Vénus e a Cabeça do Dragão em Gémeos.

Esta lunação representa um reinício (reset) no que diz respeito à nossa atividade mental e social. É altura de retomar ligações, de telefonar, matar saudades, pôr a conversa em dia. É altura de receber notícias, querer ler mais, aprender mais, comunicar mais.

Gémeos agita-nos muito, reaviva-nos o entusiasmo e a vontade de brincar e explorar. O nosso sentido de humor fica mais apurado e conseguimos dar mais leveza à vida. Isto porque, de repente, conseguimos ver as coisas sob outros pontos de vista e, mudando a interpretação que fazemos das situações, podemos mudar as nossas respostas e reações, o que tem o poder de alterar a história da nossa vida de uma forma assombrosa.

Mercúrio, o mensageiro (regente de Gémeos), faz uma conjunção com Vénus, o que tem o potencial de harmonizar as nossas comunicações e de nos fazer querer aumentar a beleza nas nossas vidas – comprar roupa nova, cuidar da aparência, mudar o visual, decorar a casa.

Mercúrio e Vénus juntos são um símbolo de conversas e negociações agradáveis. Em geral, temos agora uma oportunidade de melhorar e aproximar relações, bem como uma oportunidade para elevar o nosso valor, a nossa autoestima. Com um pouco de tempo, atenção, dedicação, podemos melhorar áreas das nossas vidas que são essenciais para nos voltarmos a ligar a um sentimento de propósito e de direção.

Há um senão, aqui. Não se pode agradar a gregos e a troianos. Faz parte do processo arranjar formas diplomáticas de discordar. Não precisamos e nem devemos pensar todos da mesma forma. E ainda assim, precisamos de aprender a conviver, a perceber, mesmo que não partilhemos a mesma perspetiva. Precisamos de manter a honestidade e a abertura para escutar, dialogar, discutir diferentes pontos de vista para chegar à solução que for melhor para todos.

A quadratura de Mercúrio e Vénus com Neptuno (em Peixes) pode provocar uma sensação de confusão. Demasiadas ideias, demasiadas informações, demasiadas tarefas em mãos podem trazer um sentimento de esgotamento, vontade de fugir, de esquecer tudo e simplesmente relaxar. Neptuno dá-nos um desejo de idealização que, muitas vezes, leva a desilusões.

E agora vamos ter de fazer o que estiver ao nosso alcance para concretizar o ideal possível. Há coisas que precisam de ser «dissolvidas», de desaparecer da nossa vida. Isto pode ser sentido de forma grandiosa, quando percebemos que temos uma nova forma de ver o mundo, mas também pode ser sentido de uma forma mais mundana, quando perdemos algum objeto, ou ficheiros no telemóvel ou computador.

O desapego é uma qualidade a ser alimentada, porque nos ajuda a lidar com a impermanência que é inerente à vida física (os filhos crescem, a pele enruga, os empregos mudam, relações começam, relações terminam, a vida começa, a vida termina…) e porque nos ajuda a desenvolver um sentimento de Amor incondicional, com respeito pela forma de ser única que cada um tem, um Amor livre de controlos e dependências (deixamos de querer que os outros sejam como nós achamos que eles deviam ser – incluindo os nossos filhos). Quando começamos a aceitar e a aproveitar ao máximo a diversidade – até a diversidade dentro de nós (e principalmente essa), os conflitos diminuem (porque se instala uma comunicação mais saudável entre todas as partes) e tornamo-nos mais capazes de alcançar os nossos objetivos.

Saturno está a apoiar a Lua Nova, o que significa que o que começarmos (ou recomeçarmos) nesta altura é digno de atenção e de dedicação, com resultados duradouros. É altura de renovarmos o nosso sentimento de responsabilidade e de disciplina, reencontrando a alegria no trabalho (ou na parentalidade a tempo inteiro) e permitindo-nos ver as nossas «obrigações» como aquilo que verdadeiramente são: um serviço que nos permite crescer a nível interior, melhorar a nossa vida e, muito provavelmente, melhorar a vida de outras pessoas (filhos, familiares, colegas, amigos, vizinhos…)

Que nesta Lua Nova saibamos aproximar a mente ao coração. Sejam felizes.

Descoberta de soluções

Hoje (dia 9) é dia de descobertas. Vamos estar abertos a explorar as nossas capacidades e talentos. Mercúrio em trígono com Plutão e Júpiter simboliza uma mudança positiva de mentalidade. Simboliza também o gosto por saber mais e por saber mais profundamente. Se canalizarmos bem esta energia, podemos encontrar soluções adequadas a problemas importantes. Principalmente problemas que são originados pelas nossas formas inconscientes de viver.

Hoje temos mais clareza e perspicácia para ver além das aparências. Mudando o ângulo como vemos as coisas, ganhamos a capacidade de mudá-las.

Também temos a oportunidade de nos percebermos melhor e, portanto, comunicarmos mais claramente. É altura de diálogos importantes e conscientes – as nossas palavras e o nosso tom têm uma enorme capacidade de moldar energia e de influenciar o nosso mundo (e os outros à nossa volta).

Amanhã, dia 10, a Lua entra em Capricórnio. Pede-nos contenção emocional e foco no objetivo. Pede-nos trabalho e esforço. A quadratura entre Mercúrio e Marte (dias 10 e 11) pode levar-nos a falar de maneira menos própria, mais ríspida e seca. A irritação pode surgir quando nos vemos envoltos em obrigações e deveres que não nos deixam «aproveitar» a vida como gostaríamos. É importante não tentar fugir, para que o trabalho seja mais bem conseguido. E o trabalho mais essencial pode não ser o que fazemos com as mãos, ou o mais óbvio. O trabalho mais essencial (nos dias 10 e 11) é o controlo da mente e da língua. É bom recordar que o que fazemos hoje, vai ter repercussões mais tarde.

Com Saturno a iniciar o seu período retrógrado (11 de Maio até 29 de Setembro) num aspeto positivo com Mercúrio, temos ajuda a virar a nossa atenção para dentro e a atuar onde precisamos: cultivar uma mente aberta e ouvidos atentos, falando apenas o que é essencial e benéfico. Não precisamos de nos cansar e de cansar os outros a falar demais ou a falar desnecessariamente, só com medo do silêncio. Devemos, isso sim, aprender a utilizar o silêncio e a usar as palavras de forma mais intencional, menos oca e vazia de significado, tendo o foco no nosso objetivo (partilhar planos, criar ligação, compreender outra perspetiva…).

Isto tem tudo a ver com a criação de disciplina mental. Caímos facilmente em distrações que nos desviam do nosso propósito. Podemos aproveitar estes dias para eliminarmos distrações e para focarmos de novo a nossa energia. Só assim poderemos chegar onde pretendemos.

Mistério e Mestria

Lua Cheia em Escorpião – 7 de Maio de 2020

A Lua em Escorpião remete-nos para os reinos interiores, para o lado misterioso da vida. Leva-nos por uma viagem pela escuridão, para aprendermos a escrutinar através da intuição.

Nestes reinos interiores existem os reinos das sombras, onde mantemos fora da vista aquilo que nos faz lembrar das nossas fraquezas, das nossas inseguranças, dos nossos medos, das nossas vergonhas…

Esta Lua Cheia leva-nos a uma compreensão mais clara de algo, o que pode não ser fácil em alguns aspetos.

Estamos neste processo de despertar o nosso verdadeiro poder e, para isso, temos de ganhar a coragem para irmos àqueles cantos de nós que nos são dolorosos. Só assim poderemos libertar emoções que escondemos.

A energia atual em Touro faz-nos desejar estabilidade e querer aproveitar agora o bom da vida. Isso é excelente, claro. Contudo também nos dá muita resistência (teimosia), leva-nos a parar. Queremos sentir-nos seguros e por isso temos medo de avançar e de mudar seja o que for. Touro leva-nos a acumular, de forma a ganhar esse sentimento de segurança…

A Lua Cheia em Escorpião vem lembrar-nos de deitar fora elementos que nos estão a impedir de conseguir os grandes objetivos de Touro: estabilidade (segurança) e valorização (autoestima).

É tempo de termos conversas importantes, nem que seja connosco próprios, para nos livrarmos de resistências antigas. Estas vão muito além das palavras, vai-se comunicar muito com expressões, com tons, com olhares e muito além disso. As emoções vão estar na ribalta, vão estar exacerbadas, vamos sentir-nos uns aos outros mais intensamente. Poderá haver impedimentos na tradução das emoções para palavras, desconfiança de que algo não está a ser dito, medo de não usar as palavras mais adequadas, de ser incompreendido…

Pode não ser muito fácil, abrir o coração e tentar darmo-nos a conhecer um pouco mais. Mas esse é um ato de coragem que nos fará crescer e que é indispensável para uniões mais verdadeiras.

Somos independentes, mas estamos cá pelos outros. Somos Almas que se querem conhecer a si próprias e por isso desejam a separação (da Fonte). Durante o processo de experimentação, de autoconhecimento, vamos esgotando os desejos de separação, e voltando a desejar a União, o Amor, a certeza de sermos todos Um.

Esta Lua Cheia convida-nos a dar mais um passo para a verdadeira União. Para isso temos de nos esforçar para eliminar ou ultrapassar o que nos separa. É altura de nos encontrarmos a meio caminho, saindo um pouco da nossa fortaleza. Embora sentindo-nos vulneráveis, temos de aprender a confiar e temos, sem dúvida, de expandir o nosso sentimento de segurança. Temos de nos abrir, para aprofundarmos as nossas uniões.

As nossas uniões não são apenas com os outros, são antes de mais, connosco e com a vida. Esta abertura, esta saída da fortaleza, tem de ser feita por dentro, antes de tudo. Muitas vezes quebramos, e deixamos de cuidar de parte de nós, deixamos de dar atenção a determinadas partes de nós e da nossa vida. Queremos esquecê-las porque nos levantam sentimentos difíceis. Como se pudessem desaparecer só porque nos distraímos com outras coisas. Sabemos, contudo, que estão lá, a morder-nos constantemente, a chamar a atenção de uma ou outra forma.

Aquilo com que não queremos lidar a nível emocional, vamos ser obrigados a lidar a nível físico (com doenças). Por isso, esta Lua pode ajudar-nos a lidar com estas questões difíceis para nós e a libertar muito peso, para voltarmos a ser diligentes nos cuidados que precisamos de ter connosco (a nível físico, mental, emocional, espiritual).

Estamos no caminho da renovação.

Cabeça do Dragão em Gémeos (5-5-2020 a 18-1-2022)

Nos próximos dias, a Cabeça do Dragão (Rahu ou o Nodo Norte da Lua), transita de Caranguejo (onde estava desde 7 de Novembro de 2018) para Gémeos.

O transito por Caranguejo foi importante para entrarmos mais em contacto com as nossas emoções, para crescermos em empatia, para criarmos maior segurança interior, fortalecendo a nossa base. Aprendemos a ser mais honestos com os nossos sentimentos e inseguranças e, com isso, também aprendemos a aceitar e a lidar um pouco melhor com os sentimentos dos outros.

O caminho do último ano e meio foi importante para abandonarmos um pouco mais a nossa necessidade de controlar. Também foi uma fase em que demos passos importantes em deixar de lado o que os outros poderão pensar e julgar, para agir mais de acordo com o que nos faz mais felizes.

Agora a energia muda visivelmente. Vamos passar de uma exploração de sentimentos e emoções para uma exploração de ideias e de lógica. O caminho vai passar a ser mais «exterior», com mais interações, com mais buscas, mais estudos, mais publicações, mais trocas

Aprendendo a ver os vários lados de uma situação

A Cabeça do Dragão em Gémeos convida-nos a desenvolver a curiosidade (saudável e construtiva). É excelente para aprendermos a questionar mais, para percebermos de que forma os outros pensam, para ganharmos novas perspetivas (encontrando assim novas soluções). É uma fase para desenvolvermos uma atitude lógica e para aplicá-la na resolução de conflitos internos (connosco) e externos (com os outros). Uma situação nunca tem apenas um lado, ou uma maneira de ser vista e de ser interpretada. E agora vamos ter um treino intensificado para descobrir as várias maneiras de olhar para cada situação.

Aprender a conjugar as nossas várias «caras»

Gémeos, como o próprio nome (e o símbolo) indicam, remete-nos para a dualidade. Esta dualidade faz parte de nós e de tudo. Vivemos num mundo de dualidade em que constantemente temos de fazer escolhas, de tomar decisões. E onde, principalmente, temos de aprender a viver com as nossas diferentes facetas.

A fase em que estamos a entrar é essencial para a conjugação das nossas diferentes facetas e para um melhor entendimento dos múltiplos ângulos de cada situação.

Aproximação através da Escuta

A grande palavra-chave é Comunicação. Vamos ter de evoluir na forma como nos damos a conhecer, como nos fazemos entender. Também vamos ter de evoluir no outro sentido: o de escutar.

É bom conseguirmos expressar-nos, fazer-nos entender, mas é a escutar que podemos aprender algo novo. E é a escutar que construímos o espaço para uma união.

Passamos muito tempo a «deduzir» ou a «assumir» o que o outro quer ou o que pensa, o que o motiva… O que nos leva muitas vezes a conclusões erradas que acabam por ser a base de mal-entendidos, desentendimentos e conflitos.

Portanto, devemos aproveitar o próximo ano e meio para melhorarmos a nossa capacidade de questionar e de escutar, evitando chegar a conclusões precipitadas. Da mesma forma, devemos esforçar-nos por nos fazermos entender, com cuidado e sem a necessidade de estarmos certos.

Verdades e Certezas

Podemos viver algumas «lutas de verdade» nestes tempos. Quem tem razão? Quem está certo? Quem diz a verdade? Quem mente?

Será importante analisar os factos (ter em atenção a lógica), antes de tomar uma decisão. Serão feitas grandes descobertas e avanços no conhecimento, mas para isso, é essencial manter uma mente aberta.

Quem teima em ver as coisas da mesma forma, não reconhece a Verdade nem que ela lhe seja esfregada diante dos olhos.

Está na altura de reprogramar o cérebro, com novas informações, novas ideias, novos estudos, novas pesquisas, para que possamos conhecer um mundo novo.

Está na altura de levantar dúvidas e procurar respostas. Gostamos da sensação de ter certeza, de estarmos certos, mas isto dá-nos uma rigidez que nos impede de evoluir. É sempre bom cultivar uma atitude questionadora.

O tempo é de expansão daquilo em que acreditamos e daquilo que sabemos.

Rir é o melhor remédio

Durante este período também vamos criar uma maior leveza nas nossas mentes e aprender a ver as coisas de uma perspetiva mais positiva, de preferência com sentido de humor.

Rir é o melhor remédio. Um ditado que devia ser levado bem mais a sério. O tempo que temos pela frente permitir-nos-á ganhar mais sentido de humor e usá-lo para ultrapassar muitos desafios.

Como estaremos a desenvolver intensamente novas perspetivas, devemos ter o cuidado de desenvolver as que forem mais positivas e mais leves.

Existem muitas formas de atingir um objetivo (do mais corriqueiro, como lavar a loiça, ao mais importante, como criar um filho), e quantas vezes não o fazemos de forma difícil e custosa, só porque é um hábito (ou a única forma que conhecemos)? É tempo de descobrir formas mais fáceis e ligeiras de viver a nossa vida. É tempo de encher de alegria trabalhos enfadonhos, é tempo de fazermos crescer o entusiasmo em tudo.

Não devemos esperar condições que nos deem alegria e entusiasmo – devemos aprender a gerar, a criar estes sentimentos. Temos o dom da palavra, temos o dom do pensamento – e com isso temos o poder de criar.

Diante de qualquer experiência desafiante, temos a capacidade de criar uma atitude de entusiasmo e alegria (de quem explora, aprende, evolui, interage e ajuda), ou de criar uma atitude de frustração e depressão (de quem recusa tornar-se flexível). A diferença entre essas atitudes vai provocar resultados radicalmente diferentes. E é aí que está o nosso poder de criar: na escolha da nossa atitude.

A felicidade não é uma coisa que nos chega um dia, se tivermos sorte.

A felicidade é um trabalho diário de cada um.

Todos sentiremos esta expansão da energia de Gémeos, mas os que mais beneficiarão são os que têm o Sol, a Lua ou o Ascendente em Gémeos (depende do dia e da hora de nascimento), bem como aqueles que nasceram com a Cabeça do Dragão em Gémeos (26-08-64 a 19-02-66; 17-03-83 a 11-09-84; 13-10-01 a 13-04-03).

Descobrir Verdades Encobertas (23 – 26 de Abril)

As nossas ideias e as nossas palavras correm rápidas, espontâneas, por vezes sem filtros, e quando damos por nós, já foi… Temos pressa em tomar decisões e experimentamos mais em vez de estudarmos hipóteses e avaliarmos resultados. (Mercúrio está em Carneiro)

Como é óbvio isto tem as suas vantagens – realizar avanços, agitar «as águas», ganhar vontade de agir, ganhar coragem para nos fazermos ouvir. Surgem novas ideias rapidamente e queremos vê-las ganhar corpo o mais depressa possível.

Durante os próximos dias (23 a 26 de Abril), Mercúrio vai fazer aspetos importantes e por isso é bom estarmos extremamente conscientes daquilo que pensamos e daquilo que dizemos.

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A quadratura com Plutão (exata no dia 25), faz aumentar o medo, bem como a desconfiança de que há algo que não está a ser dito. É uma altura de maiores obsessões, e as nossas reatividades, as nossas respostas instintivas, vão estar em alta. A mente entra em modo de defesa, por se sentir ameaçada (ameaças de que desconfiamos) e podemos facilmente entrar em guerras verbais, em que um tenta convencer o outro de que a sua ideia é melhor e mais verdadeira. Estas «guerras» serão mentais em muitos casos – o problema não será tanto o que se diz, mas mais o que é deixado por dizer.

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Em geral, há um sentimento de que a Verdade não está a ser passada, o que vai fazer com que a procuremos (e a tentemos mais tarde divulgar) com grande intensidade.

Plutão vai iniciar o seu movimento retrógrado (25 de Abril até 4 de Outubro) e, como (aparentemente) para, antes de mudar de direção, o seu efeito pode sentir-se bem mais pesado, com maior confusão, com aumento dos problemas. Do lado positivo, como acabamos por ver melhor os problemas e como vamos ter muita vontade de procurar a verdade, de investigar o que está por trás do que nos dizem, de perceber melhor as nossas motivações, as motivações dos outros, acabamos por aliviar a pressão que temos vindo a sentir.

Além disso, percebemos melhor também de que forma nos andamos a sabotar, querendo controlar o que não podemos e caindo em comportamentos que não nos são benéficos.

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Mais do que perceber onde é que o mundo (governo, covid19, economia, marido, mulher, filhos…) está contra nós, devemos perceber onde é que nós estamos contra nós. Esse é o segredo para voltarmos a sentir (pelo menos algum) controlo da nossa vida. É normal que com tudo o tem acontecido, tenhamos entrado numa espécie de piloto automático, que nos permite sobreviver, mas que não nos permite alegria de viver.

E, na minha opinião, viver sem alegria é pior do que morrer.

Portanto, vamos aproveitar os próximos dias para olhar corajosamente para os nossos «podres». Os nossos. De nada nos vale encontrarmos podres onde não temos mão para limpar.

O cérebro é plástico, é moldável. O hábito, a repetição, torna determinados pensamentos, determinadas formas de pensar (e consequentemente comportamentos), mais naturais para nós. Agora é altura de ver aquilo que se tornou «natural» para nós, um hábito, e que acabou por nos prender, controlando-nos sem que tivéssemos noção (julgar os outros, medo de ser julgado, tentar controlar, ter medo de ser controlado…).

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As nossas mentes precisam e vão ser abertas durante os próximos dias. Mas cuidado com o que sai de lá. Existe tendência para exagerar e para tirar conclusões precipitadas.

O melhor é avançar com coragem, mas com cuidado. Existe a oportunidade de descoberta, de alargamento de horizontes. Informações antes escondidas, secretas ou manipuladas, poderão ser conhecidas.

O Sol faz o seu encontro anual com Úrano (no dia 26 de Abril), abrindo novas perspetivas, novas soluções, ajudando-nos a romper com o que é velho. O foco estará em inventar, inovar, fazer diferente, olhar para a frente.

Mas o maior foco deverá ser nos nossos valores. Naquilo que é mais importante para nós e que deveria ser a nossa bússola para a vida.

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Quando nos deixamos «adormecer», damos o poder a outros para nos programarem. Andamos por aí como zombies, em piloto automático e acreditamos que a vida e o mundo é aquilo que a televisão e o facebook dizem.

Está na altura de abrir os olhos, de alimentar em nós a pessoa viva, aquela que questiona, que procura respostas, soluções, alternativas, que se indigna perante injustiças e inverdades, que reclama o poder de chegar às suas próprias conclusões.